Nova lei aumenta penas para furto e roubo de combustíveis

Lei endurece penas por furto e roubo de combustíveis

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Crimes de furto e roubo de combustíveis passarão a ser punidos com penas mais severas no país após a publicação da Lei nº 15.517/2026 nesta quarta-feira (23), em Brasília. A nova norma também passa a considerar crime vender e armazenar produtos de origem ilícita.

O que muda com a Lei nº 15.517/2026

A legislação altera o Código Penal e a Lei nº 8.176/1991 para prever punições mais rigorosas para a subtração de petróleo e derivados, gás natural, etanol e outros combustíveis retirados de refinarias, bases de armazenamento, dutos e meios de transporte.

Com a mudança, o furto desses produtos passa a ter pena de quatro a dez anos de reclusão, além de multa.

Quando a pena pode aumentar

A pena poderá ser aumentada em um terço quando houver destruição de obstáculos, participação de duas ou mais pessoas, abuso de confiança ou envolvimento de agente público.

O acréscimo será de dois terços nos casos em que o crime provocar consequências como desabastecimento, incêndios, danos ambientais, lesões corporais graves ou morte.

Roubo de combustíveis também é qualificado

A lei também qualificou o crime de roubo de combustíveis. Nesses casos, a pena poderá ser ampliada quando a ação resultar em prejuízos à operação das empresas, falta de abastecimento, incêndios ou danos ambientais.

Novos crimes na cadeia de combustíveis

Além das mudanças no Código Penal, a legislação prevê novos crimes contra a ordem econômica relacionados à cadeia de combustíveis. Passa a ser crime adquirir, transportar, armazenar, vender ou usar petróleo, gás natural, combustíveis e lubrificantes sabendo que os produtos têm origem criminosa.

Nesse caso, a pena prevista é de três a oito anos de reclusão e multa.

A norma prevê ainda punição para quem adquirir ou manter esses produtos em situações que indiquem origem ilícita, como preços incompatíveis com o mercado ou oferta em condições suspeitas. Nessa hipótese, a pena varia de um a quatro anos de prisão, além de multa.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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