A Copa de Futebol Fifa Feminina 2027, que será disputada no Brasil, deve injetar R$ 8,8 bilhões na economia, gerar 73,7 mil postos de trabalho, criar renda de R$ 4,5 bilhões e arrecadar R$ 928 milhões em tributos. As estimativas constam no Mapeamento do Potencial de Captação e Internacionalização de Eventos Esportivos no Turismo Brasileiro, desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) para a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). O estudo foi divulgado em 15 de julho de 2026, no Rio de Janeiro.
Impacto vem de turistas e da organização do torneio
De acordo com a FGV, os resultados estão divididos em dois vetores principais. O primeiro é o do público do evento, formado pelo fluxo de turistas nacionais e estrangeiros, que deve movimentar R$ 4,7 bilhões em atividade econômica direta e indireta. O segundo é o da organização, derivado dos desembolsos da Fifa e das estruturas operacionais do evento, estimado em R$ 4,1 bilhões.
Somados, os dois vetores posicionam a Copa do Mundo Feminina 2027 como um dos maiores eventos esportivos já realizados no Brasil em termos de impacto econômico.
Primeira Copa feminina na América do Sul e calendário previsto
Segundo o estudo, a Copa do Mundo é o maior evento esportivo feminino do planeta e deve ser um marco histórico para o país por ser a primeira vez que um país sul-americano sediará a competição. Para a FGV, o fato indica a consolidação do Brasil como destino de referência para megaeventos esportivos de primeira grandeza.
O torneio deve reunir seleções de todo o mundo ao longo de aproximadamente um mês, com jogos distribuídos por diversas cidades-sede brasileiras entre 24 de junho e 25 de julho.
Mercado de consumo favorável e potencial de demanda feminina
Na análise da FGV, o evento encontra um ambiente favorável do ponto de vista do mercado de consumo. As mulheres respondem por 48,61% do fluxo de turistas internacionais no Brasil, com permanência média de 11 dias e gasto médio de US$ 1.317 por viagem.
O estudo também aponta que 72% das pessoas que nunca frequentaram um estádio de futebol são mulheres, o que indicaria uma demanda potencial ainda não captada. A pesquisa registra ainda que o interesse das torcedoras pela Copa do Mundo supera o observado em outras competições da modalidade e que o interesse pelo futebol feminino já está estabelecido.
Para a FGV, além do impacto econômico imediato, a competição representa uma oportunidade de legado para o futebol feminino brasileiro, de projeção da imagem do país no cenário global e de fortalecimento do turismo esportivo como vetor de desenvolvimento econômico sustentável.
Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.