Lula quer levar Brasil à condição de país desenvolvido em quatro anos

Lula diz que quer Brasil desenvolvido em quatro anos

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6), em Brasília, que tem pressa para, nos próximos quatro anos, transformar o Brasil em um país desenvolvido. A declaração foi dada durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), quando também garantiu que o ajuste fiscal não será feito às custas da população de menor renda.

Energia renovável, minerais críticos e transição energética

Na avaliação do presidente, as perspectivas do país são “extraordinárias”, especialmente nas áreas de energia renovável, minerais críticos e terras raras, que, segundo ele, funcionam como fatores de atração para investimentos produtivos. Lula defendeu que o Brasil aproveite suas vantagens competitivas para acelerar o desenvolvimento econômico e social.

Ele citou o avanço do chamado Mapa do Caminho para a transição energética, afirmando que metas antes consideradas inviáveis podem ser alcançadas com decisão política e capacidade de articulação. Lula disse ainda que a proposta enfrentou resistência de países produtores de petróleo durante a COP30, mas avançou a partir da atuação brasileira.

De acordo com o presidente, o documento orienta a implementação de compromissos climáticos para a transição dos combustíveis fósseis e para a reversão do desmatamento e da degradação florestal.

Energia limpa e regras para data centers

Lula destacou oportunidades ligadas à geração de energia limpa e mencionou o interesse internacional por data centers. Segundo ele, o governo quer atrair investimentos, mas exigirá que os empreendimentos produzam a própria energia consumida. “Quem vier investir construa a sua própria energia. Não vai ser a energia do povo que vai ser utilizada para data center”, afirmou.

Para o presidente, o Brasil vive um momento excepcional e tem perspectivas de futuro no curto, médio e longo prazo. Ele associou esse cenário à produção de energia limpa, à atração de data centers e à agregação de valor aos recursos naturais.

Articulação política no Congresso

Lula atribuiu parte dos resultados do governo à articulação política e afirmou que avanços importantes ocorreram mesmo sem maioria no Congresso Nacional. “Conseguimos esse sucesso todo num Congresso teoricamente adverso”, disse, ao citar “competência de negociação, capacidade de persuasão e capacidade de fazer entendimento” para aprovar medidas econômicas e estruturais.

Responsabilidade fiscal e social

Ao tratar das contas públicas, Lula disse que assumiu o governo com déficit fiscal de 2,8% e que sua gestão apresenta agora um orçamento superavitário. Ele afirmou que manterá responsabilidade fiscal combinada com responsabilidade social, sem reduzir investimentos voltados à população mais pobre.

“A única coisa que ele [o mercado] tem que saber é que o pobre não pagará a conta. Não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, declarou. Lula argumentou ainda que a responsabilidade fiscal não impede financiamentos para investimentos estruturantes, desde que a dívida seja sustentável e voltada à construção de patrimônio para o país, como ferrovias, estradas, pontes, aeroportos.

Para o presidente, a combinação entre responsabilidade fiscal, investimentos produtivos, transição energética e política social cria uma oportunidade histórica para acelerar o desenvolvimento brasileiro.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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