O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que abriram o mercado de Bangladesh para material genético bovino e bubalino e o mercado colombiano para produtos destinados a animais de estimação. A medida, anunciada em 30 de outubro de 2026, integra a estratégia de ampliar a presença de produtos brasileiros no exterior e expandir as exportações no comércio internacional.
Segundo o governo federal, a autorização divulgada pelos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE) elevou para 721 o total de aberturas de mercado obtidas pelo agronegócio brasileiro desde o início de 2023, resultado atribuído ao trabalho conjunto do Mapa e do Itamaraty.
O que Bangladesh passou a permitir
As autoridades de Bangladesh passaram a permitir a entrada de embriões bovinos e bubalinos produzidos por diferentes técnicas de reprodução, além de sêmen bovino e animais vivos destinados ao melhoramento genético dos rebanhos.
Em 2025, Bangladesh importou mais de US$ 2,66 bilhões em produtos agropecuários brasileiros. Entre os principais itens embarcados para o país asiático estão produtos do complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, além de soja e derivados.
Produtos para pets liberados pela Colômbia
A Colômbia habilitou a compra de alimentos para animais de companhia, incluindo produtos mastigáveis desidratados de origem bovina e suína.
Em 2025, as importações colombianas de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 873 milhões, com destaque para café, produtos florestais e outros produtos de origem animal.
Estratégia de exportação e diversificação de destinos
As medidas fazem parte da estratégia do governo para ampliar exportações e diversificar destinos. Neste mês, o Mapa informou que o país havia alcançado a marca de 700 aberturas de mercado em 99 destinos desde o início de 2023.
Além das negociações sanitárias conduzidas pelo Mapa e pelo MRE, a política comercial coordenada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) busca ampliar o acesso de empresas brasileiras a novos mercados e diversificar os destinos das exportações nacionais, como forma de amenizar os efeitos do tarifaço implementado pelos EUA contra o Brasil.
Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.