Técnica permite planejamento personalizado da prótese e cortes milimétricos, reduzindo a dor no pós-operatório
A artrose do joelho é uma das principais causas de dor crônica e perda de mobilidade em pessoas acima dos 60 anos no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram que já são cerca de 15 milhões de pessoas que convivem com o problema e, para muitos deles, analgésicos e fisioterapia já não são suficientes para aliviar os sintomas.
Nos últimos anos, porém, a chegada da cirurgia robótica para o tratamento de artrose no joelho mudou um dos pontos mais delicados do procedimento: o posicionamento do implante.
Frederico Scherner, médico ortopedista, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e especialista em cirurgia no joelho, é um adepto da tecnologia, que visa a uma maior precisão e recuperação mais rápida do paciente.
O sistema usa câmeras e sensores para mapear a articulação do paciente em tempo real, funcionando como um “GPS” durante o procedimento e permitindo ajustes de posicionamento da prótese com precisão de até 0,5 milímetro, uma margem mais difícil de se alcançar apenas com técnica manual.
O robô substitui o médico?
Uma dúvida comum entre os pacientes é se a tecnologia vai atuar sozinha, sem a necessidade do cirurgião. E a resposta é não.
O robô não substitui o cirurgião, ele funciona como um auxiliar de alta precisão. Ele nos dá informações em tempo real sobre a anatomia daquele paciente específico, o que permite personalizar a posição do implante milímetro a milímetro
Segundo o especialista, essa precisão está diretamente relacionada a procedimentos menos invasivos, recuperação mais rápida e menos dolorosa, melhora da função articular, além de menor tempo de afastamento das atividades do dia a dia.
Para quem é indicada a técnica?
A técnica é indicada principalmente para pacientes com artrose avançada e dor que compromete a qualidade de vida, quando os tratamentos conservadores — fisioterapia, medicação e infiltrações — já não apresentam resultado.
É importante que o paciente entenda que a tecnologia é uma ferramenta a mais no consultório, mas o que define o sucesso da cirurgia continua sendo a experiência de quem está operando
Principais vantagens da cirurgia guiada por robô
- Precisão no planejamento: com a tecnologia é possível planejar com mais detalhes o procedimento, inclusive prevendo a melhor forma de realizar os cortes ósseos e realizar os implantes, levando em conta as características de cada paciente.
- Menor manipulação de ligamentos: com a menor manipulação de ligamentos e outras estruturas moles, é possível preservar a função natural do joelho e promover uma recuperação mais rápida e com menos dor.
- Mais precisão no alinhamento: a alta precisão da cirurgia assistida por robô pode impactar, inclusive, na longevidade do implante.
- Tempo mais rápido de recuperação: com um procedimento mais preciso e com menor dor, o paciente pode retornar às atividades normais mais rápido. Em média, pode voltar a caminhar com apoio em 10 a 15 dias, voltando às atividades normais em torno de 45 dias.
Texto via assessoria de imprensa