Mais de 114 mil urnas eletrônicas começaram a ser preparadas no estado de São Paulo nesta quarta-feira (14) para o segundo turno das eleições 2026, marcado para 25 de outubro. Somente na capital paulista, mais de 28 mil máquinas serão usadas no pleito.
No processo, cada urna passa a receber informações oficiais das eleições, como os dados sobre as candidaturas. Uma cerimônia pública realizada no fim da manhã, na 1ª Zona Eleitoral da capital, no centro, marcou o início do trabalho.
Preparação inclui reprogramação e testes
Responsável por 449 seções eleitorais, a 1ª Zona Eleitoral de São Paulo tem 505 urnas em preparação. O número maior permite substituir equipamentos que apresentem problemas durante a votação.
Segundo o chefe de cartório da 1ª Zona Eleitoral da capital, Erick Viana, a preparação para o segundo turno costuma ser mais rápida porque as urnas precisam apenas ser reprogramadas. Isso ocorre porque o ambiente de votação já está inserido na urna, restando ajustá-la para que reconheça que apenas um cargo está em disputa no estado, com dois candidatos.
O primeiro passo é a geração das mídias com os dados das candidaturas. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), as mídias são dispositivos semelhantes a pen drives, nos quais são gravadas as informações necessárias para o funcionamento das urnas. Depois, esses dados são inseridos nas máquinas.
Concluída essa etapa, as urnas passam por teste de funcionamento e, se estiverem em condições ideais, são lacradas com identificação do município, local de votação e seção eleitoral. Em seguida, ficam armazenadas em caixas lacradas e assinadas por autoridades presentes, como juízes eleitorais, promotores e representantes de partidos e coligações.
As urnas são distribuídas aos locais de votação apenas na véspera das eleições. Como os sistemas estão previamente programados, não é possível utilizá-las antes do dia do pleito.
TRE-SP prevê concluir preparação até 23 de outubro
O TRE-SP estima encerrar a preparação das urnas em todo o estado até 23 de outubro, antevéspera do segundo turno.
No segundo turno, o eleitor paulista vai ajudar a escolher o próximo presidente da República. Não haverá votação para governador em São Paulo, já que Tarcísio de Freitas foi reeleito no primeiro turno.
Expectativa é de votação mais rápida
No primeiro turno, São Paulo enfrentou problemas relacionados a fortes chuvas e filas, o que levou algumas seções a estenderem o funcionamento para depois das 17h, horário de encerramento da votação, para atender eleitores que ainda aguardavam na fila.
Para o segundo turno, o presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, disse esperar que não ocorram atrasos. Segundo ele, apesar de interferências por chuvas e ventanias no primeiro turno — inclusive com remoção de uma seção eleitoral —, isso não comprometeu as eleições. Agora, por haver apenas um cargo em disputa, a expectativa é de que “tudo vá se processar mais rapidamente”.
Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.