Chegada da primavera reacende alerta para rinite alérgica, que atinge cerca de 30% dos brasileiros

Chegada da primavera reacende alerta para rinite alérgica, que atinge cerca de 30% dos brasileiros

Foto: Magnific

Com a chegada da primavera, o aumento da circulação de pólen, as oscilações de temperatura e a presença de poeira e ácaros dentro de casa podem intensificar os sintomas respiratórios. Entre os problemas mais comuns está a rinite alérgica, que tem origem genética, não é contagiosa e afeta cerca de 30% da população brasileira, segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

A rinite é uma inflamação da mucosa nasal causada por uma resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias que, para a maioria das pessoas, são inofensivas

explica a médica otorrinolaringologista Leila Crisigiovanni, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Sintomas que ajudam a identificar a doença

Os principais sintomas da rinite alérgica são espirros repetidos e coriza líquida; coceira no nariz, olhos, ouvidos e garganta; congestão nasal e olhos vermelhos e lacrimejando.

Segundo Leila, muitos pacientes confundem esses sintomas com resfriados recorrentes, mas, diferente de uma gripe, a rinite alérgica não causa febre e tende a durar enquanto a pessoa estiver exposta ao alérgeno.

Quais as principais causas?

Na primavera, o pólen liberado pelas plantas é o principal gatilho. No entanto, a rinite também pode ser desencadeada por ácaros, poeira doméstica, fungos, pelos de animais e mudanças bruscas de temperatura.

Existe predisposição genética?

A rinite tem origem genética e, em geral, filhos de pais alérgicos têm 50% mais chances de desenvolver alguma doença alérgica, incluindo a rinite.

Por isso, quem tem histórico familiar de alergias deve redobrar a atenção aos sinais e aos cuidados preventivos

completa Leila.

Rinite tem cura ou só controle?

A rinite alérgica não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento envolve identificar e evitar os fatores desencadeantes, além do uso de medicações indicadas pelo médico, como anti-histamínicos e corticoides nasais.

Em alguns casos, a imunoterapia, popularmente chamada de ‘vacina para alergia’, é uma opção para dessensibilizar o paciente a longo prazo

explica a especialista.

Como prevenir a rinite

Manter a casa sempre limpa e arejada é uma das medidas mais importantes para prevenir a rinite. Leila recomenda evitar tapetes, cortinas pesadas e almofadas nos dormitórios, usar capas impermeáveis a ácaros em colchões e travesseiros, e passar pano úmido regularmente.

Manter os ambientes limpos reduz significativamente a exposição a alérgenos e ajuda a diminuir a frequência e a intensidade das crises

orienta a médica.

Como fazer a higienização correta do nariz

A lavagem nasal com soro fisiológico é uma das medidas mais eficazes e pode ser feita diariamente, inclusive como hábito preventivo, e não só durante as crises.

O soro fisiológico ajuda a remover secreções, alérgenos e agentes infecciosos que se acumulam na mucosa nasal, além de manter essa região hidratada e com o muco funcionando como deveria, que é justamente barrar a entrada desses invasores

explica a especialista.

A frequência pode variar de acordo com a necessidade, mas geralmente de duas a três vezes ao dia, ou sempre que houver congestão nasal.

Descongestionante nasal ajuda ou vicia?

O uso de descongestionantes deve ser feito com cautela. Ele causa alívio imediato, mas querer atenção ao uso prolongado.

Segundo Leila, o uso contínuo pode causar rinite medicamentosa, um efeito rebote em que o nariz fica ainda mais entupido quando o produto é interrompido, criando uma espécie de dependência. Além disso, o uso constante pode causar elevação da pressão arterial, tontura, dor de cabeça, entre outros.

O tratamento correto da rinite deve ser orientado por um médico, e não baseado no uso repetido de descongestionantes

finaliza a especialista.

Texto via assessoria de imprensa

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