Lula propõe criar Ministério da Segurança e aumento real do mínimo

Lula propõe Ministério da Segurança e mínimo acima da inflaç

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, apresentou em 18 de setembro de 2026, em Brasília, propostas do seu plano de governo voltadas à reeleição. Segundo o documento, a campanha baseia parte das medidas nos feitos da gestão atual, com promessa de dar continuidade a políticas adotadas nos últimos quatro anos ou aprofundá-las por meio de mais investimentos ou maior alcance.

Entre os principais pontos, o plano prevê aumento do salário mínimo sempre acima da inflação, investimento em defesa nacional, criação de um ministério para a segurança pública e ampliação do programa Farmácia Popular com inclusão de exames laboratoriais gratuitos.

Segurança pública: novo ministério e combate ao crime organizado

Uma das propostas centrais é a criação do Ministério da Segurança Pública. A pasta, se criada, coordenaria a execução das políticas nacionais de segurança pública em articulação com estados e municípios e reforçaria a integração entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

O plano também cita o fortalecimento do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio deste ano. Entre as ações previstas estão avançar no enfrentamento ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos; asfixiar financeiramente o crime organizado e as milícias; e fortalecer a segurança nos presídios.

Economia: valorização do mínimo e isenção para cesta básica

Na área econômica, o documento prevê isenção de impostos para a cesta básica e a continuidade da política de valorização do salário mínimo. O plano afirma ainda a intenção de manter a inflação sob controle de forma duradoura e sustentável, com o objetivo de garantir que a renda real da população cresça acima do custo de vida.

Para a indústria, o texto menciona o fortalecimento da neoindustrialização, com foco estratégico em inovação, inteligência artificial e minerais críticos, entre outros ativos.

Saúde: Farmácia Popular e rede de cuidado ao câncer

O programa de governo menciona a criação da “maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo”, com investimentos em diagnóstico e tratamento com técnicas e equipamentos modernos, além de atualização de medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos.

No Farmácia Popular, existente desde 2004, a proposta é incluir exames laboratoriais, de diagnóstico e de monitoramento de condições crônicas de saúde. A meta indicada é contemplar doenças como hipertensão arterial e diabetes no rol de exames ofertados.

Educação: expansão de institutos federais e creches

No campo educacional, Lula promete investir mais em institutos federais de educação técnica e tecnológica, priorizando a interiorização, vazios educacionais, periferias urbanas e municípios com baixa oferta de cursos técnicos. O documento também fala em expandir a cobertura das creches, investir em ensino integral e criar mais oportunidades ao ensino técnico e superior.

Combate à corrupção, soberania e política externa

As propostas de combate à corrupção incluem dar sequência ao Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027, fortalecendo prevenção e responsabilização de corruptos e corruptores. O plano prevê ainda aprimorar políticas e medidas de transparência, com o Portal da Transparência baseado em dados abertos e inteligência artificial.

Em soberania, o documento menciona proteger fronteiras e fortalecer a Base Industrial e Tecnológica de Defesa, equipando as Forças Armadas. Também aborda o fortalecimento da Inteligência de Estado para proteção diante de ameaças geopolíticas, tecnológicas, cibernéticas e do crime organizado transnacional, com atuação em caráter civil, subordinada ao Estado Democrático de Direito e ao controle democrático.

Na política externa, o plano afirma que um eventual quarto governo priorizaria a integração da América do Sul e a afirmação da região como zona de paz. O Mercosul é apontado como prioridade, com a intenção de consolidá-lo como principal plataforma de integração econômica, produtiva, política e social da América do Sul.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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