Mesários têm papel fundamental na garantia do processo eleitoral

Mesários são peça-chave para transparência do voto

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A atuação de mesários durante a votação é considerada fundamental para o sucesso das eleições e para a garantia da transparência do processo eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eles continuarão, nas eleições de 2026, a desempenhar funções essenciais nas mesas receptoras de votos (MRVs), responsáveis por receber os eleitores e viabilizar a votação por meio da urna eletrônica.

Publicado em 25 de julho de 2026, em Brasília, o conteúdo destaca que cabe aos mesários a condução dos trabalhos nas seções eleitorais, desde a abertura até o encerramento, assegurando que o voto seja exercido de forma organizada, segura e regular. De acordo com o TSE, as mesas são formadas por cidadãos sem vínculo com a Justiça Eleitoral, que atuam como agentes públicos convocados para colaborar diretamente com o processo democrático.

O que fazem presidente, mesários e secretário

Segundo o tribunal, cada mesa receptora conta com presidente, mesários e secretários responsáveis pela condução dos trabalhos. O presidente é a maior autoridade da seção e deve manter a ordem no local, podendo solicitar apoio da força pública quando necessário. Primeiro e segundo mesários auxiliam o presidente e o substituem em eventuais ausências, enquanto o secretário registra as ocorrências do dia na ata da seção eleitoral.

Entre as atribuições dos mesários estão conferir documentos, verificar se o eleitor está apto a votar naquela seção, localizar nomes nos registros, colher assinaturas, organizar o fluxo de pessoas e orientar os eleitores durante todo o processo. Os integrantes da mesa receptora devem garantir que os procedimentos sigam as normas da Justiça Eleitoral.

Mesária voluntária relata experiência e direito a folga

Com experiência em três eleições, a bancária Carolina Carfero, 45 anos, afirmou que a motivação inicial foi a curiosidade. “Eu queria saber como era. E queria participar do processo eleitoral por dentro”, disse. Ela relata que passou a atuar de forma voluntária e que, na eleição passada, foi presidente de mesa, o que implica mais responsabilidades, incluindo ir ao local de votação um dia antes para arrumar a sala.

Carolina também destacou o direito a folgas pelo serviço prestado nos dias de eleição. “Cada dia trabalhado na eleição me dá direito a dois dias de folga”, afirmou, citando que o Banco do Brasil, onde trabalha, garante o direito. Segundo ela, em geral a equipe das seções é formada pelas mesmas pessoas e, em sua experiência, não houve problemas durante a prestação do serviço, nem com as urnas eletrônicas, nem com os eleitores.

Treinamento e inscrições para mesário em 2026

O TSE informa que todos os mesários convocados recebem treinamento específico antes das eleições, de forma presencial ou no ambiente virtual de aprendizagem da Justiça Eleitoral. Mesmo quem já atuou em pleitos anteriores deve fazer novo treinamento a cada ano eleitoral, para atualização de orientações e procedimentos.

Podem participar eleitores maiores de 18 anos em situação regular com a Justiça Eleitoral. Não podem atuar candidatos e parentes até o segundo grau (inclusive por afinidade), cônjuges e companheiros; integrantes de diretórios partidários ou federações com função executiva; autoridades públicas; agentes policiais; ocupantes de cargos de confiança do Poder Executivo; pessoas do serviço eleitoral; e eleitores menores de 18 anos.

A inscrição como mesário voluntário pode ser feita pelo aplicativo e-Título, no portal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado ou do Distrito Federal, ou diretamente no cartório eleitoral onde o eleitor está inscrito. Após o cadastro, o cartório analisa a disponibilidade de vagas e verifica se o eleitor atende aos requisitos legais; havendo necessidade e inexistindo impedimentos, a pessoa pode ser convocada.

Benefícios previstos para quem atua como mesário

Quem atua como mesário tem direito a dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições e dois dias de folga para cada dia de treinamento realizado pela Justiça Eleitoral, além de auxílio-alimentação de R$ 65 por turno trabalhado. Também há a possibilidade de uso da atividade como critério de desempate em concursos públicos, quando previsto em edital, e de contagem como horas complementares em cursos universitários, conforme regras e convênios adotados pelo TRE de cada unidade federativa.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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