O dólar comercial voltou a cair nesta terça-feira (21) e fechou a R$ 5,073, o menor nível desde 15 de junho. A queda de 0,31% ocorreu com influência dos juros altos no Brasil e da alta internacional do petróleo. No mesmo dia, o Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve recuo de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, apesar de acumular a quinta queda seguida.
Alta do petróleo dá suporte ao real
Impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, o petróleo avançou pela terceira sessão consecutiva, o que favoreceu moedas de países exportadores do produto, como o Brasil, mantendo o real em destaque entre os emergentes. O movimento também foi sustentado pela alta do petróleo, que melhora os termos de troca para o Brasil, exportador líquido da commodity.
Além disso, os altos juros domésticos continuaram atraindo operações de carry trade, com transferência de capitais de economias avançadas para o Brasil para aproveitar a diferença de taxas. No dia, o real teve o segundo melhor desempenho entre moedas emergentes, atrás apenas do peso colombiano.
Ibovespa oscila e liquidez fica abaixo da média
O Ibovespa oscilou entre perdas e ganhos durante todo o pregão e fechou praticamente estável. A liquidez permaneceu reduzida, com giro financeiro de R$ 17,9 bilhões, abaixo da média diária registrada neste ano.
As ações da Petrobras, as mais negociadas, acompanharam a valorização do petróleo e ajudaram a limitar as perdas do índice. Os papéis ordinários subiram 1,43% e as ações preferenciais avançaram 1,24%.
Petróleo sobe com risco à oferta global
Os contratos internacionais do petróleo fecharam em forte alta diante da persistência dos riscos à oferta global provocados pelo conflito no Oriente Médio. O Brent avançou 2%, para US$ 91,01 o barril, e o WTI subiu 2,25%, a US$ 84,34.
Os preços seguiram pressionados por ameaças do grupo rebelde Houthi à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb, na saída do Mar Vermelho, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. Com o Estreito de Ormuz bloqueado, o mercado também acompanhou ofensivas militares entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de interrupções no fluxo global, mantendo elevado o prêmio de risco do produto.
Principais números do dia
Dólar à vista: -0,31%, a R$ 5,073 (menor fechamento desde 15 de junho); acumulado do dólar: -0,73% na semana, -1,73% no mês e -7,57% no ano; Ibovespa: -0,03%, aos 173.325,65 pontos; Brent (setembro): +2%, a US$ 91,01; WTI (setembro): +2,25%, a US$ 84,34.
Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.