Saiba como as mudanças bruscas de temperatura afetam as alergias respiratórias

Saiba como as mudanças bruscas de temperatura afetam as alergias respiratórias

Foto: Magnific

O Paraná vive dias atípicos para o inverno: sol, calor e ar seco têm marcado os últimos dias em Curitiba e em outras regiões do estado. Mas a previsão já indica uma virada brusca nesta semana, com queda de temperatura e chuva. Para quem sofre de rinite alérgica, asma e outras doenças respiratórias, essa oscilação repentina pode significar a piora dos sintomas.

Segundo Paula Bley, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – Regional Paraná (ASBAI-PR), o organismo é sensível a variações rápidas de temperatura e umidade.

Quando o corpo passa de um ambiente quente e seco para um cenário frio e úmido em poucos dias, a mucosa das vias aéreas sofre um verdadeiro choque. Isso gera irritação, ressecamento e uma resposta inflamatória que facilita a entrada de alérgenos e vírus

A médica destaca que frio e ar seco, embora costumem aparecer juntos, afetam o corpo de formas diferentes.

O frio por si só já estreita as vias aéreas como mecanismo de proteção contra a perda de calor. Já o ar seco resseca a mucosa, reduz a produção de muco protetor e dificulta a respiração, deixando o sistema respiratório mais vulnerável a irritantes e microrganismos

Pacientes alérgicos, segundo a especialista, sentem esse impacto com mais intensidade.

Quem tem rinite ou asma já possui uma via aérea mais reativa e inflamada cronicamente. Qualquer mudança brusca no ambiente funciona como um gatilho extra, podendo desencadear crises de espirros, coriza, congestão nasal, tosse e falta de ar

Orientações para passar pela mudança climática

Para atravessar bem essa transição climática, a especialista recomenda alguns cuidados simples, mas eficazes.

A hidratação é fundamental, tanto a ingestão de água quanto a umidificação do ambiente, especialmente à noite. Vale usar umidificadores ou até uma toalha molhada no quarto. Lavar as vias aéreas com soro fisiológico também ajuda a manter a mucosa protegida

Ela reforça ainda a importância de manter o tratamento de controle em dia.

Muitos pacientes só usam a medicação quando os sintomas aparecem, mas os remédios de controle, como os usados na asma, precisam ser mantidos de forma contínua, principalmente em períodos de instabilidade climática como este. Interromper o tratamento nessas fases de transição é um dos principais erros que levam a crises mais graves

Texto via assessoria de imprensa

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