Dólar encosta em R$ 5,10 com tarifaço e tensão global

Dólar fecha a R$ 5,098 e bolsa cai 1,24% com tarifaço

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os mercados financeiros fecharam a quinta-feira (16) em clima de cautela. O dólar voltou a subir e encerrou próximo de R$ 5,10, refletindo o fortalecimento da moeda estadunidense no exterior e os efeitos da confirmação de tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. No mesmo movimento de aversão ao risco, a bolsa brasileira caiu mais de 1%, enquanto o petróleo terminou o dia em queda, apesar da escalada das tensões no Oriente Médio.

Dólar encosta em R$ 5,10 com cenário externo e tarifas

O dólar comercial terminou o dia vendido a R$ 5,098, com alta de R$ 0,021 (+0,40%). Na máxima, por volta das 14h15, chegou a R$ 5,11, mas perdeu força nas horas finais de negociação. Apesar da alta nesta quinta, a divisa acumula queda de 7,12% em 2026.

Segundo o noticiário econômico, dados dos Estados Unidos indicaram mercado de trabalho resiliente e consumo ainda aquecido, o que reforçou a expectativa de manutenção dos juros elevados no país e favoreceu a moeda americana frente às divisas de emergentes. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego somaram 208 mil, abaixo da expectativa de 217 mil, e as vendas no varejo cresceram 0,2% em junho, conforme o esperado.

No Brasil, investidores repercutiram a confirmação da tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Apesar de a lista de exceções ter sido mais ampla que a prevista, a medida aumentou a cautela quanto aos efeitos sobre segmentos da economia e sobre o fluxo cambial.

Ibovespa recua e amplia perdas na semana

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 173.825,27 pontos, com queda de 1,24%, acompanhando o desempenho negativo observado em Wall Street. Com perda acumulada de 2,27% na semana, o índice ainda registra alta de 7,88% no ano.

Além do ambiente externo, pesaram as incertezas sobre os impactos do tarifaço americano e a eventual resposta do governo brasileiro por meio da Lei da Reciprocidade. Ações de maior peso no índice contribuíram para o recuo, com papéis da Petrobras caindo junto com o petróleo e ações de mineradoras em baixa diante da desvalorização do minério de ferro.

Petróleo fecha em queda apesar de tensões no Oriente Médio

Mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo encerraram o dia em queda após forte volatilidade. O Brent fechou a US$ 84,23 (-0,85%) e o WTI, a US$ 78,95 (-0,82%).

O mercado acompanhou novas ameaças dos houthis, no Iêmen, contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita e a possibilidade de interrupções em rotas marítimas do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz, consideradas estratégicas para o transporte global do produto. Apesar do recuo na sessão, investidores seguem monitorando o risco de novas interrupções na oferta mundial, cenário que mantém um prêmio de risco geopolítico nos preços da commodity.

Principais números do dia

Dólar: R$ 5,098 (+0,40%); Bolsa: 173.825,27 pontos (-1,24%); Petróleo Brent: US$ 84,23 (-0,85%); Petróleo WTI: US$ 78,95 (-0,82%).

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

Compartilhe:

WhatsApp
X
Facebook