Bolsa cai 2,22%, e dólar volta a subir acima de R$ 5,06

Ibovespa cai 2,22% e dólar volta a R$ 5,06

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A bolsa brasileira fechou em forte queda e o dólar avançou mais de 1% nesta quarta-feira (3), em um dia de aversão global ao risco. As negociações foram dominadas pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelo aumento das preocupações com novas tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre o Brasil e outros países.

O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 2,22% e encerrou o pregão aos 170.330 pontos. Já o dólar comercial subiu 1,14%, fechando a R$ 5,067, movimento associado à busca por ativos considerados mais seguros e à redução da exposição a mercados emergentes.

Ibovespa devolve ganhos e marca maior perda desde maio

Após a recuperação observada na terça-feira (2), o Ibovespa devolveu os ganhos e registrou a maior perda diária desde 7 de maio. O índice chegou à mínima de 170.007 pontos durante o pregão, mas preservou o patamar dos 170 mil pontos no fechamento.

Com o resultado, a bolsa foi ao menor nível desde 20 de janeiro. Na semana, o índice acumula queda de 1,99%, enquanto o avanço em 2026 foi reduzido para 5,71%.

A piora do humor dos investidores acompanhou o desempenho negativo das bolsas estadunidenses, que interromperam uma sequência de recordes recentes após o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Além do cenário geopolítico, investidores monitoraram a proposta de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. Após recomendar uma taxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) avançou com uma nova proposta tarifária ligada ao combate ao trabalho forçado.

Dólar atinge máxima de R$ 5,09 e fecha no maior nível desde abril

No mercado de câmbio, o dólar ganhou força com o aumento da procura global pela moeda americana. A divisa chegou a R$ 5,09 durante a tarde e encerrou o dia no maior nível desde 8 de abril.

O real teve um dos piores desempenhos entre as moedas emergentes, influenciado pela saída de recursos da bolsa brasileira e pelo posicionamento mais defensivo dos investidores antes do feriado de Corpus Christi.

A alta do dólar também acompanhou a valorização da moeda americana no exterior, impulsionada por dados econômicos mais fortes nos Estados Unidos e pela expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo. Apesar da alta desta quarta-feira, o dólar ainda acumula queda de 7,69% frente ao real em 2026.

Petróleo sobe com incertezas no Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo voltaram a subir diante das incertezas sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã e da continuidade dos confrontos na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.

O barril do Brent avançou 1,89%, encerrando o dia a US$ 97,81. O WTI subiu 2,4%, fechando a US$ 96,02. O mercado segue atento ao risco de interrupções no fornecimento global de petróleo, cenário que reforça preocupações com a inflação e amplia a cautela dos investidores ao redor do mundo.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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