A menos de um mês da Copa de 2026, nos EUA, Canadá e México – países com surtos ativos de sarampo –, a Secretaria de Estado da Saúde orienta que paranaenses que vão viajar e quem fica no Brasil atualizem a vacina tríplice viral nas UBS, idealmente 15 dias antes do embarque, para evitar casos importados e nova circulação do vírus.
Risco global e cobertura no Estado
Canadá perdeu o status de país livre de sarampo em 2026 e EUA e México mantêm transmissão; um infectado pode contaminar até 18 pessoas. No Brasil, são três casos confirmados neste ano; no Paraná, 42 notificações, 40 descartadas e duas em investigação. O Estado tem coberturas infantis acima da média nacional (94,02% na 1ª dose e 83,83% na 2ª), mas adultos também devem se vacinar.
Quem deve tomar a vacina
O calendário prevê dose aos 12 meses e reforço aos 15 meses. Jovens e adultos até 29 anos devem ter duas doses ao longo da vida; de 30 a 59 anos, pelo menos uma; profissionais de saúde, duas doses, independentemente da idade. A Sesa lançou uma Calculadora de Janela Imunológica do Sarampo no site Saúde do Viajante para indicar se ainda há prazo para proteção antes da viagem.
Ação conjunta com o turismo
Sesa e Secretaria de Turismo articulam o trade turístico (hotéis, bares, restaurantes, guias, locadoras) para vacinar equipes, orientar viajantes e usar a rede de eventos para difundir protocolos e identificar suspeitas rapidamente, reforçando que cartão de vacina em dia é tão essencial quanto o passaporte.
Sintomas, diagnóstico e cuidados
O sarampo causa febre alta, manchas vermelhas que começam no rosto, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar. Quem apresentar sinais após viagem deve procurar unidade de saúde e evitar aglomerações. Não há tratamento específico; a confirmação é feita por exames sorológicos e RT-PCR, coletados já no primeiro atendimento. A Sesa recomenda manter vacinas em dia, higienizar as mãos, ventilar ambientes e buscar orientação nas mais de 2 mil salas de vacina dos 399 municípios.
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