Brasília- DF – 31/-3/2026 –Senador Carlos Viana ex-presidente da CPMI do INSS durante coletiva. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Senador Carlos Viana reafirma legalidade de emendas destinadas à Fundação Oásis em meio a investigações

Senador Carlos Viana durante coletiva em Brasília; crédito: Lula Marques/Agência Brasil.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) reafirmou nesta terça-feira (31) que não cometeu irregularidades ao direcionar recursos de emendas parlamentares no valor de R$ 3,6 milhões à Fundação Oásis, vinculada à Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

As suspeitas sobre os repasses aumentaram após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, solicitar esclarecimentos sobre as transferências feitas pelo senador. Após ser informado pela assessoria do Senado sobre a falta de transparência e rastreabilidade desses valores, Dino decidiu ampliar a investigação, determinando que a fundação, as prefeituras de Belo Horizonte e Capim Branco e o governo federal apresentassem, em até dez dias, toda a documentação relacionada às emendas.

Durante entrevista em Brasília, Viana destacou que tem destinado recursos para diversas instituições assistenciais, santas casas, associações de pais e amigos dos excepcionais (Apaes) e organizações religiosas, incluindo a Fundação Oásis, que atua há quase seis décadas atendendo pessoas em asilos, creches e programas de recuperação social.

Ele ressaltou que todos os repasses foram realizados conforme a legislação vigente, por meio de convênios firmados com prefeituras. Segundo o senador, cabe às administrações municipais gerir e fiscalizar a aplicação dos recursos, não havendo ingerência do parlamentar sobre o uso do dinheiro.

Viana também defendeu a atuação do ministro Flávio Dino ao requisitar as informações necessárias para a apuração, assegurando que os processos legais deverão revelar responsabilidades em relação às acusações. O senador negou que sua conduta tenha favorecido as entidades beneficiadas e atribuiu as críticas recentes a uma retaliação política por conta de sua presidência na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

A CPMI, criada para investigar desvio de recursos previdenciários, encerrou seus trabalhos no último sábado (28) sem aprovação de relatório final, após rejeição da base governista ao documento que propunha indiciamento de diversas pessoas, entre elas o empresário Fábio Luis Lula da Silva. Apesar disso, Viana enfatizou que as investigações continuam em andamento, conduzidas pela Polícia Federal e pelo STF.

Sem apresentar evidências, o senador sugeriu que as acusações sobre sua atuação nas emendas são decorrentes do impacto político causado pelo seu trabalho na CPMI do INSS.

Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Lula Marques/ Agência Brasil..

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