Brasília- DF – 27/3/2026 – Reunião da CPMI do INSS para leitura do relatório final pelo relator, Alfredo Gaspar. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

CPMI do INSS aponta 216 pessoas para indiciamento em esquema de fraudes

Reunião da CPMI do INSS para leitura do relatório final em Brasília. Crédito: Lula Marques/ Agência Brasil.

O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS solicita o indiciamento de 216 pessoas vinculadas a um esquema de descontos fraudulentos em benefícios previdenciários. O documento, que ultrapassa quatro mil páginas, foi apresentado nesta sexta-feira (27) pelo deputado Alfredo Gaspar, relator da comissão.

Entre os nomes listados estão Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”, identificado como o principal líder do esquema, além de sua esposa e filho. Também constam empresários, ex-ministros da Previdência, ex-dirigentes do INSS, parlamentares e servidores públicos.

Destaques entre os indiciados incluem o empresário Maurício Camisotti, o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro, os ex-ministros José Carlos Oliveira e Carlos Lupi, além do senador Weverton Rocha e os deputados Gorete Pereira, Euclydes Pettersen e Edson Cunha. O relatório sugere o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suposto recebimento de recursos vinculados ao esquema.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, explicou que após a leitura do relatório será concedido um pedido de vista e, posteriormente, o texto será submetido à votação. Existe a possibilidade de que integrantes da base governista apresentem um relatório alternativo.

Os pedidos de indiciamento contemplam acusações por diversos crimes, incluindo corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica, fraude eletrônica e peculato, entre outros.

Em resposta, as defesas de alguns citados classificaram o relatório como politicamente motivado e sem base probatória suficiente. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que o pedido representa uma atuação eleitoral do relator, enquanto a empresária Roberta Luchsinger contestou qualquer ligação com irregularidades.

O ex-ministro Carlos Lupi manifestou a intenção de aguardar a votação da comissão antes de se manifestar. A Agência Brasil segue aberta para manifestações dos investigados.

Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Lula Marques/ Agência Brasil..

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