Brasília-DF - 18/03 /2026 - Deputada Erika Hilton durante a primeira reunião da comissão de Defesa dos direitos da Mulher. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Erika Hilton assume presidência de comissão e destaca combate à opressão sistêmica contra mulheres

Deputada Erika Hilton durante reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, em Brasília. Crédito: Lula Marques/Agência Brasil.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados e destacou que um dos principais desafios será enfrentar um “sistema organizado de opressão, desigualdade, injustiça e ódio” que historicamente afeta diversos grupos marginalizados.

Durante participação no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Erika Hilton mencionou que ingressou com ação na Justiça Eleitoral contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) por suposta fraude no uso de cotas para candidaturas negras, uma vez que Fabiana se declarou parda. A deputada também criticou o uso do blackface pela parlamentar estadual, caracterizando essa prática como racista, violenta e além dos limites do debate político.

Entre as prioridades anunciadas para sua gestão, Erika pontuou o enfrentamento à misoginia e aos discursos de ódio potencializados no ambiente digital, que atingem mulheres, pessoas trans, crianças e minorias sociais. Para ela, esses grupos conquistaram espaço após muitas lutas e por meio de políticas públicas, mas enfrentam resistência de setores conservadores.

A deputada defendeu ainda o entendimento ampliado sobre o que significa ser mulher, afirmando que essa condição transcende a biologia e envolve aspectos sociais, culturais e políticos. Em resposta às críticas que questionam sua capacidade para presidir a comissão, especialmente por ser mulher trans, ela ressaltou o histórico de algumas parlamentares que apoiaram projetos controversos relacionados a direitos de crianças e igualdade salarial.

Erika Hilton destacou a necessidade de avanço legislativo para combater a violência no ambiente digital, que se reflete em graves problemas como cultura do estupro e feminicídio. Segundo ela, é essencial implementar mecanismos de controle, segurança e proteção para jovens, crianças, adolescentes e mulheres, a fim de evitar que esses espaços virtuais se tornem zonas sem lei.

Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Lula Marques/Agência Brasil..

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