Há tempos meu amigo Ediney vem sugerindo que eu escreva uma coluna para o Jornal do Povo. Tudo porque, em um passado não tão distante — que às vezes parece até outra vida — eu mantinha um blog. Sem frequência definida. Sem foco. Apenas escrevia ao sabor do vento, deixando ideias e palavras se emendarem na minha mente inquieta, muitas vezes de forma completamente aleatória.
Até este momento, em que decidi começar estas linhas durante uma viagem de ônibus (no celular mesmo, como você certamente perceberá no próximo texto), eu vinha relutando em atender ao chamado dele. No fundo, achava que não era profundo conhecedor nem especialista em nada que valesse ser compartilhado. Gosto de música, tecnologia, audiovisual; dou meus pitacos sobre política no nosso podcast. Mas sou lúcido o bastante para admitir que meu conhecimento nessas áreas não sustenta opiniões totalmente certeiras.
Escrever sobre paternidade e seus desafios, talvez? Seria uma possibilidade pois sou pai de dois adolescentes. Mas, sinceramente, aprendo todos os dias com erros e acertos na tentativa de formar dois seres humanos realmente humanos nesse mundo maluco.
Bem, se meu generalismo me impede de mergulhar fundo em um tema específico, então sobre o que escrever?
Se você chegou até aqui, provavelmente já viu — ou pelo menos ouviu falar — da série americana Seinfeld. O próprio subtítulo descrevia seu espírito: “uma série sobre o nada”. Pois bem, resolvi pegar emprestada a ideia do humorista. Uma coluna sobre o nada.
Depois de muito pensar, e lembrando o quanto escrever sempre foi terapêutico para mim, decidi arregaçar as mangas e tirar a poeira da velha fábrica de ideias. Então, se quiser rir, se irritar ou simplesmente acompanhar meus devaneios e acontecimentos aleatórios que resolver compartilhar nesta coluna, fica meu convite: junte-se a mim nessa pequena epopeia sobre o nada aqui no Jornal do Povo.