Quando o assunto é cirurgia para corrigir o estrabismo, aqui no blog da Dra. Ana Carolina aparecem muitas dúvidas nos comentários das redes sociais e hoje vamos te ajudar a acabar com elas para que você não caia em fake news ou nas lendas que circulam por aí!
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1. “A cirurgia dói?
Mito: a cirurgia de estrabismo geralmente é feita sob anestesia, o que significa que o paciente não sente dor no momento do procedimento.
No pós-operatório, pode haver desconforto, vermelhidão, sensação de “areia” nos olhos e talvez dor leve/moderada por alguns dias, mas nada além disso.
2. Só para criança ou adultos também podem fazer a cirurgia?
Respondendo direto: pode em ambos os casos. Não há a chamada idade certa para fazer essa cirurgia.
Para crianças, quanto mais cedo se tratar o estrabismo (sob orientação médica) melhor para a visão binocular e para evitar consequências como ambliopia (“olho preguiçoso”).
Para adultos, o procedimento também é indicado tanto por razões funcionais (melhora da visão em conjunto) quanto estéticas (autoestima, alinhamento dos olhos).
3. Será que posso complicar e perder a visão?
Aqui é onde vale reforçar os prós e contras com clareza. A cirurgia de estrabismo tem altos índices de sucesso, mas como qualquer procedimento, há riscos.
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4. Quanto tempo leva para me recuperar?
O procedimento em si costuma ter duração variável, depende de quantos músculos serão trabalhados, etc. Já a recuperação visível (olho inchado, vermelhidão) pode levar de 3 a 4 semanas.
As atividades mais leves podem voltar mais cedo; atividades físicas, suor intenso, piscina/sauna ou ambientes de risco podem demandar mais cuidado.
5. Vou precisar de óculos depois da cirurgia?
Ótima pergunta. A cirurgia não elimina automaticamente a necessidade de correção óptica (óculos ou lentes), depende do caso. Muitas vezes, óculos são usados antes, durante ou depois do procedimento.
Promover o alinhamento ocular é um dos principais objetivos, mas não significa que todo grau de lente some.
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6. Se der errado ou o desvio voltar, posso fazer outra vez?
Sim em alguns casos, há necessidade de reintervenção. O desvio residual ou recidiva pode ocorrer, especialmente em casos mais complexos ou em que há desequilíbrios musculares/neurológicos.
7. A cirurgia do estrabismo é só vaidade ou tem função real?
Aqui reside um ponto valioso: não é apenas aparência. O desalinhamento dos olhos pode afetar visão binocular (capacidade de usar os dois olhos em conjunto), percepção de profundidade, fadiga visual, e também autoestima/socialização principalmente em crianças, mas também em adultos.
Ou seja: corrigir o estrabismo melhora a visão + melhora a qualidade de vida. É duplo ganho.
Dicas para quem está pensando em fazer a cirurgia
- Marque a consulta com a Dra. Ana Carolina cedo, para avaliar o tipo de estrabismo, a gravidade, expectativas e opções.
- Pergunte sobre a técnica usada: por exemplo, se há possibilidade de técnica minimamente invasiva (menos incisão, menos desconforto).
- Siga rigorosamente o protocolo pré-operatório (exames, jejum se necessário, medicações) e pós-operatório (colírios, repouso, evitar piscina/sauna, monitoramento) para minimizar riscos.