Era uma vez no reino da coitadolândia alguém que vivia a reclamar.
– Oh, meu pai, porque ninguém quer me ajudar?O drama era vívido, não tinha solução.
A pessoa parecia no meio da escuridão.O que teria acontecido para tal situação?
Por que a vida lhe devolvia tamanha provação?A verdade era mais profunda do que a lagrimas proposta.
Sua atitude e sua postura passada tinham a resposta.Era uma pessoa sem palavra.
Alguém que não se importava.Prometia o mel.
Entregava o fel.Assim, foi sendo deixado de lado.
Por aqueles que mais lhe tinham perdoado.Ninguém quer se aproximar.
De quem só sabe enrolar.O trabalho é missão e coração.
Quando confiado a alguém.
Deve ser entregue sem objeção.No reino da coitadolândia, seguiu seu caminho sem fim.
Culpando outros pelo destino que esculpiu sem mim.Fim.
Como o título rimou, resolvi terminar a metáfora.
Mas a mensagem é clara:Você não é quem diz ser.
É quem suas atitudes diz que são.Todos nós temos provações, dias difíceis e entregas abaixo do esperado.
Tudo bem. Tudo normal.
Mas não é uma sentença. Ou melhor, não precisa ser uma sentença!
Você sempre pode voltar e fazer melhor. Entregar melhor.Quando alguém lhe confia uma tarefa e você aceita, isso é um contrato.
A cláusula de veracidade é a sua palavra e lealdade.
Se aceitou. Faça. Faça o melhor que puder. Faça com vontade.Não há dicotomia, desculpa ou barreira que possa quebrar esse contrato.
Dentre as dezenas de milhares de pessoas e profissionais disponíveis, o trabalho foi confiado a você.Faça o melhor.
Ou
Faça como outros tantos.
Arrume desculpes.
Queime pontes.
Erga muros.
Até que um dia se torne uma ilha.
Uma ilha em que os moradores são injustiçados como você.
Não foram recompensados pela indecência que se comportaram.
Lá todos são todos inocentes, subjulgados pela vida.
Uma ilha em que não há foco, não há cor, não há voz que se ouça.
Em que ser amador, por querer ou por falta de capacidade é a verdade.Triste fim.
A coitadolândia o espera.