O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 19 pessoas à Justiça Federal por envolvimento em uma organização criminosa responsável por corrupção e lavagem de dinheiro que geraram riscos patrimoniais ao fundo de pensão dos empregados da Petrobras (Petros). A operação também causou dano moral coletivo aos segurados.
Negócio de fachada e ocultação de valores
Segundo o MPF, um negócio imobiliário de R$ 280 milhões, realizado em 2010, serviu como fachada para o desvio de mais de R$ 23 milhões. A transação envolvia a compra de galpões industriais no interior de São Paulo, considerada temerária e articulada por um gestor da Petros com apoio de operadores privados e uma advogada com influência política.
Esquema estruturado em quatro núcleos
A investigação, apoiada por provas e colaboração premiada, identificou quatro núcleos operacionais: lavagem de dinheiro, articulação contratual, movimentação financeira e ocultação de recursos em contas no exterior, especialmente na Suíça. Os crimes se enquadram nas leis de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Pedidos de indenização e outras ações
Além de penas de prisão, o MPF solicitou indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. A denúncia se soma a outras ações da Operação Greenfield, que já investigaram fraudes em outros fundos como Funcef e Postalis, com prejuízos estimados em R$ 1 bilhão e pedidos de indenização de até R$ 3,1 bilhões.