Entre os dias 11 a 18 de maio acontece a Semana de Conscientização da Alergia Alimentar; o tema deste ano é “Conhecer para prevenir”. Sete em cada dez reações alérgicas graves ocorrem quando as pessoas se alimentam fora de casa. No Brasil não há estatísticas oficiais, mas segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a prevalência parece se assemelhar com a literatura internacional, que mostra cerca de 8% das crianças com até dois anos de idade, e 2% dos adultos com algum tipo de alergia alimentar.
Segundo Paula Bley, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – Regional PR (ASBAI-PR), a alergia é uma reação exagerada do organismo a determinada substância que, nesse caso, seria um alimento.
“Normalmente para que se desenvolva a doença alérgica, é necessário que o sistema imunológico seja apresentado previamente para essa proteína que será responsável pela alergia. Portanto, a reação alérgica vai ocorrer após um tempo de exposição deste alérgeno ao sistema imunológico”, explicou a alergista.
Alimentos que mais causam alergias
Os alimentos que mais causam alergia são: leite de vaca, ovo, amendoim, castanhas, soja, trigo e gergelim. No entanto, qualquer alimento pode causar alergia.
A Dra. Paula explica que nem sempre a alergia a um determinado alimento vai persistir durante toda a vida. Vai depender da idade do paciente e do alimento em questão.
“Normalmente as alergias alimentares ao leite de vaca e ao ovo, por exemplo, que começam no bebê, com meses de vida, 70% dos casos se resolvem ao redor do 1º ano e 90% ao redor dos 3-5 anos”, esclareceu.
Já uma alergia alimentar que se comece na idade adulta, como a camarão, por exemplo, a resolução espontânea é mais difícil de acontecer .
É importante fazer um diagnóstico correto para que não se faça restrições desnecessárias, podendo, principalmente em crianças, levar a danos nutricionais e de desenvolvimento. É necessário procurar um médico alergista, que através de testes alérgicos e alguns exames possa fazer esse diagnóstico com precisão.
Alergia e intolerância são a mesma coisa?
Alergia não é intolerância. A alergia alimentar é uma reação imunológica do corpo a uma proteína presente em um alimento específico. Isso pode causar sintomas graves como urticária, inchaço, dificuldades para respirar e até mesmo anafilaxia. A alergia alimentar é diagnosticada por meio de testes de alergia e, geralmente, requer eliminação completa do alimento da dieta.
Já a intolerância alimentar é uma reação do corpo a um alimento que não é causada pelo sistema imunológico. Isso pode causar sintomas como dor abdominal, inchaço, diarreia e náusea. A intolerância alimentar pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo deficiências enzimáticas, sensibilidade a aditivos alimentares e intolerância à lactose. O tratamento geralmente envolve a eliminação ou redução do alimento da dieta e o uso de medicamentos para aliviar os sintomas.
Importância do diagnóstico correto
A alergia alimentar pode causar sofrimento físico e psicológico, por isso é importante que o paciente que apresente alguns dos sintomas citados anteriormente procure a ajuda de um médico alergista.
Jackeline Motta Franco, coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar ASBAI, lembra que “acolher uma pessoa com alergia alimentar é muito mais do que evitar um ingrediente: é um ato de respeito, inclusão e responsabilidade”.
Paula chama a atenção para o diagnóstico correto das alergias alimentares, bem como o diagnóstico diferencial com as intolerâncias.
“É fundamental procurar um médico alergista para tratar alergias alimentares. Saber se você é alérgico a camarão ou a amendoim faz toda a diferença no consumo e preparo de um prato desses alimentos. Saber se você é alérgico à proteína do leite ou se você é somente intolerante à lactose são orientações e consumo totalmente distintos. Intolerância à lactose não causa choque anafilático; já o simples ato de ferver o leite pode levar a um quadro de anafilaxia em pacientes alérgicos a essa proteína. O diagnóstico correto é essencial para qualidade e manutenção da vida”, finalizou a presidente da ASBAI-PR.
Fonte: assessoria de imprensa/ Geziane Diosti