
Os eleitores do município de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, elegeram 21 vereadores em outubro último, mas apenas 13 serão empossados.
Oito vereadores eleitos não terão a chance sequer de tirar uma foto na cadeira de vereador, pois a decisão da juíza Letícia Portes ocorre antes da diplomação dos “Viúva Porcina” – “aqueles que foram sem nunca terem sido”.
O diabo é que a decisão da juíza mexeu bastante com o quociente eleitoral, ou seja, é preciso refazer as contas. Pela mudança, o vereador Professor Waldirlei (PMDB), pupilo da ex-candidata à prefeitura pelo PSDB, Beti Pavin, é um dos que dançou.
Eu explico isso. A magistrada da comarca colombense acatou ontem (26) uma ação popular movida pelo morador do bairro Roça Grande, Jair Pedro Sachet, em junho deste ano, que questiona o aumento do número de vereadores de 13 para 21.
O autor da Ação Popular diz que houve erros cometidos pela Câmara durante a votação do aumento de cadeiras. Para que a alteração do número de vereadores — de 13 para 21 — tivesse efeito legal, segundo a ação, eram necessárias cinco assinaturas de parlamentares na proposta. Apenas quatro a subscreveram.
O segundo erro cometido pela Câmara, aponta o autor da reclamação, foi fazer a votação no mesmo dia, com intervalo de 30 minutos entre uma seção e outra, não respeitando o intervalo de no mínimo 10 dias como manda a própria Lei Orgânica.
Fonte: Blog Esmael Morais