O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) vai produzir o medicamento biológico Bevacizumabe, de última geração para o combate ao câncer e a degeneração macular (perda de visão) relativa à idade. O produto usa o princípio ativo do Avastin, da Roche, cuja patente expirou em 2012. A produção do medicamento no Paraná foi concretizada durante viagem de uma missão do Tecpar à Rússia, com o propósito de acertar os detalhes do acordo de cooperação firmado entre o instituto e a Biocad Brazil.
Os encontros entre as duas partes aconteceram em duas cidades da Rússia – São Petersburgo e Moscou – com visitas às instalações da Biocad, uma companhia russa de biotecnologia, cujo foco é a pesquisa, o desenvolvimento, a produção, a inovação e a comercialização de produtos farmacêuticos de origem biológica. Esses contatos serviram para iniciar um cronograma de transferência de tecnologia, desde a capacitação de pessoal até atingir a produção no laboratório do Tecpar, a ser instalado no parque tecnológico de Maringá.
“O Tecpar passa agora para um novo estágio em sua história. Conhecido e respeitado pelo desenvolvimento e produção de imunobiológicos, agora passa também a integrar o rol dos produtores de biológicos de última geração. É um grande desafio que teremos pela frente, contribuindo para melhorar a saúde pública no país” – comenta Júlio Felix, diretor-presidente do Tecpar, que integrou a missão paranaense à Rússia.
A parceria entre o Tecpar e a Biocad Brazil já havia sido formalizada em reunião no Ministério da Saúde, em Brasília, no mês de junho. Na ocasião, diretores do Tecpar apresentaram ao Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, o projeto elaborado entre os parceiros, conforme demanda do próprio órgão federal, a partir dos primeiros contatos de apresentação para a possibilidade de um trabalho conjunto entre as partes, que segue o modelo de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP).
PDP
A Parceria para o Desenvolvimento Produtivo tem por finalidade reduzir o tempo de desenvolvimento de novos produtos, valendo-se de transferência de tecnologia do processo produtivo de medicamentos estratégicos que já estão desenvolvidos pela iniciativa privada. O prazo determinado para uma PDP é de cinco anos, período durante o qual o produto deve ter sido registrado no Brasil enquanto todas suas etapas produtivas também devem estar sendo realizadas no país.
Pelo prazo oficial do compromisso firmado entre o Tecpar e a Biocad, em 2017 os primeiros produtos do novo laboratório a ser instalado começarão a ser entregues.
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Com informações a AEN