Ir ao cinema, encontrar amigos ou simplesmente sair de casa para uma atividade de lazer pode se tornar um desafio após a chegada de um filho. No Dia Mundial do Cinema, celebrado em 5 de novembro, a pesquisa “Mulher e Agora Mãe – Volume II”, realizada pelo CineMaterna em parceria com a NOZ Inteligência, chama atenção para as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para preservar momentos de lazer, convivência e vida pessoal nos primeiros anos da maternidade.
O estudo ouviu 1.138 mulheres, mães ou responsáveis por crianças de até 2 anos, de diferentes regiões do Brasil. Entre as entrevistadas, 65% afirmam que raramente ou nunca têm tempo para si, incluindo atividades de lazer, descanso e autocuidado.
Quando conseguem algum tempo livre, descansar ou dormir é a atividade mais citada, seguida por assistir a filmes ou séries em casa. Já as atividades sociais e culturais fora de casa, como encontrar amigos, ir ao cinema, ao teatro ou a shows, aparecem com menor frequência.
Os resultados mostram que, para muitas mães, o tempo disponível acaba sendo utilizado principalmente para recuperar as energias, deixando pouco espaço para atividades que proporcionem prazer, convivência e contato com a cultura.
O interesse pelo cinema permanece
Apesar das dificuldades para conciliar maternidade e vida pessoal, o interesse pelo cinema continua elevado. Entre as entrevistadas, 63% afirmam ter muita vontade de assistir a filmes nas salas de cinema e 32% demonstram vontade moderada. Somadas, essas respostas representam 95% das participantes.
Na escolha dos filmes, os principais fatores de interesse são o gênero, citado por 61% das mulheres, o tema da história (48%) e a estreia de um lançamento esperado (35%).
Os resultados revelam uma diferença importante entre o desejo de frequentar o cinema e as possibilidades de incluí-lo na rotina. Nesse contexto, iniciativas que facilitam o acesso à cultura podem contribuir para que as mulheres retomem atividades que faziam parte de sua vida antes da maternidade.
“Para muitas mulheres, voltar ao cinema depois da chegada de um filho é uma conquista importante. É a oportunidade de sair de casa, encontrar outras mães, conversar e voltar a fazer algo de que gostavam antes. O CineMaterna nasceu justamente para tornar essa experiência possível, criando um ambiente acolhedor para mães e bebês.”
Sair de casa com o bebê também envolve desafios
A pesquisa mostra que 56% das mães saem com o bebê para atividades de lazer pelo menos uma vez por semana e 16% quinzenalmente, enquanto 23% o fazem raramente e 5% não costumam sair.
A frequência das saídas aumenta conforme a criança cresce. Entre as mães de bebês com menos de três meses, 26% não costumam sair para atividades de lazer, proporção que diminui progressivamente e chega a apenas 1% entre aquelas com filhos de 18 a 24 meses.
O receio de sair também é maior entre as mães de bebês mais novos. A pesquisa mostra que essa insegurança está relacionada à idade da criança e que fatores como o local e a companhia influenciam o quanto as mulheres se sentem à vontade para sair.
Esses resultados ajudam a entender a importância de ambientes preparados para receber mães com bebês, especialmente nos primeiros meses, quando as barreiras para retomar atividades fora de casa são maiores.
Lazer também é uma questão de bem-estar
A dificuldade de preservar momentos pessoais está relacionada à forma como as responsabilidades são distribuídas. 77% das mães concentram a maior parte dos cuidados com os filhos, seja porque cuidam sozinhas ou porque continuam sendo as principais responsáveis pela rotina do bebê.
Essa concentração de responsabilidades reduz as oportunidades de descanso, convivência e realização de atividades pessoais. O lazer, muitas vezes, acaba ficando em segundo plano diante das demandas do cotidiano.
“O lazer é uma dimensão importante da qualidade de vida, mas muitas mulheres acabam abrindo mão dessas experiências depois da maternidade. Ir ao cinema, encontrar amigos ou participar de atividades culturais são oportunidades de convivência, prazer e conexão com a própria identidade. Os dados mostram que o interesse continua existindo, mas nem sempre há tempo ou condições para transformar essa vontade em realidade. É importante que as mulheres possam continuar tendo espaços e experiências que sejam delas, para além da maternidade.”
O cinema como espaço de convivência e reconexão
A proposta do CineMaterna é justamente facilitar o acesso das mulheres ao cinema durante os primeiros meses de vida dos filhos, com sessões adaptadas para receber mães e bebês.
Além do acesso à cultura, esses encontros oferecem oportunidades de convivência, troca de experiências e fortalecimento dos vínculos sociais, contribuindo para que as mulheres retomem gradualmente atividades fora de casa.
Os resultados da pesquisa mostram que o interesse pelo cinema permanece mesmo diante das mudanças trazidas pela maternidade. O desafio está em criar condições para que esse desejo possa fazer parte da rotina, com espaços acolhedores e uma divisão mais equilibrada das responsabilidades de cuidado.
Neste Dia Mundial do Cinema, a pesquisa reforça a importância de reconhecer o lazer e o acesso à cultura como dimensões essenciais do bem-estar das mulheres. A maternidade transforma a vida, mas não deve significar abrir mão dos interesses, das relações e das experiências que também fazem parte de quem elas são.
Sobre a pesquisa
A pesquisa “Mulher e Agora Mãe – Volume II” foi realizada pelo CineMaterna em parceria com a NOZ Inteligência e ouviu 1.138 mulheres com filhos de até 2 anos em todo o Brasil.
O estudo aborda temas como saúde emocional, rede de apoio, divisão de cuidados, trabalho, lazer, relacionamento, identidade feminina e os desafios da maternidade contemporânea.
Texto via assessoria de imprensa