Cirurgia robótica no joelho: 5 mitos que ainda confundem o paciente
Especialista esclarece dúvidas comuns sobre uma tecnologia cada vez mais presente na ortopedia brasileira
A utilização de robôs em cirurgias virou uma realidade em várias áreas da medicina, inclusive na ortopedia. A primeira cirurgia robótica para implante de prótese no joelho realizada no Brasil é recente, de dezembro de 2020. Desde então, o procedimento ganhou espaço entre os especialistas, mas também gerou dúvidas entre os pacientes.
Frederico Scherner, médico ortopedista, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e especialista em cirurgia no joelho, lembra que a tecnologia veio para ficar, auxiliando no rigor e eficiência do procedimento.
“Essa precisão também significa um procedimento menos invasivo, com recuperação mais rápida e menos dolorosa para o paciente”, ressalta o especialista.
Como funciona o procedimento
Na cirurgia robótica, o sistema usa câmeras e sensores para mapear a articulação do paciente em tempo real, funcionando como um “GPS” durante o procedimento e permitindo ajustes de posicionamento da prótese com exatidão muito próxima de 100% entre o planejado e o executado.
“É o estudo apurado do médico juntamente com a precisão que a tecnologia traz, resultando em um procedimento mais preciso, com tempo mais rápido de recuperação e com menor dor ao paciente”, completa Scherner.
Mitos sobre a cirurgia robótica
Apesar dos avanços com o uso da tecnologia quando o assunto é cirurgia no joelho, ainda há dúvidas sobre o assunto. Por isso, o ortopedista esclareceu os principais mitos sobre o tema.
Mito 1: “O robô opera sozinho.” O robô não toma nenhuma decisão e não realiza nenhum corte sozinho. Ele funciona como um assistente de refinamento, guiado o tempo todo pelo cirurgião.
Mito 2: “Cirurgia robótica é apenas marketing, não muda o resultado.” Na prática, o sistema permite ajustar o posicionamento da prótese com precisão de até 0,5 milímetro a partir do mapeamento da anatomia individual do paciente. Isso está associado a procedimentos menos invasivos e recuperação mais rápida.
Mito 3: “Cirurgia robótica é só para quem pode pagar caro, particular.” A disponibilidade da tecnologia varia por clínica, hospital e convênio. Ela não é, por definição, restrita a um único modelo de atendimento — cabe ao paciente consultar diretamente as opções aceitas pelo profissional escolhido.
Mito 4: “Se tem auxílio de robô, pode haver risco cirúrgico maior.” A tecnologia foi incorporada justamente para aumentar a segurança e a previsibilidade da cirurgia, não para adicionar risco.
Mito 5: “Qualquer paciente com dor no joelho já pode fazer a cirurgia robótica.” A indicação segue os mesmos critérios da prótese convencional: quadro de artrose avançada, dor que compromete a qualidade de vida e ausência de resposta a tratamentos conservadores, como fisioterapia e infiltrações.
Texto via assessoria de imprensa