FMI prevê crescimento de 2,2% do PIB do Brasil em 2026

FMI projeta alta de 2,2% do PIB do Brasil em 2026

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou que a economia brasileira deve crescer 2,2% em 2026. A estimativa consta do documento Perspectivas da Economia Mundial, divulgado na noite de segunda-feira (12), e foi publicada nesta terça-feira (13), no Rio de Janeiro.

A projeção do FMI ficou abaixo da versão anterior do estudo, publicada em julho, quando a expectativa era de crescimento de 2,4%. Para 2027, a previsão de avanço passou de 2,2% para 1,9%.

Apesar da revisão para baixo em 2026, o FMI mantém uma estimativa acima do esperado pelo governo brasileiro e pelo mercado. O Boletim Macrofiscal da Secretaria da Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, reduziu a previsão de crescimento do PIB de 2,3% para 2,0%.

Já o Focus, pesquisa do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, aponta crescimento de 1,85% em 2026 e 1,40% em 2027.

Juros altos e incertezas no radar

Ao comentar os dados do Brasil, os técnicos do FMI atribuíram a desaceleração a condições monetárias ainda restritivas — com juros elevados —, além da retirada de estímulos fiscais e das incertezas internacionais.

Segundo o relatório, os juros citados se referem à taxa Selic, principal instrumento do BC para conter a inflação. Quanto maior a Selic, mais caro fica o crédito, o que tende a desestimular consumo e investimentos produtivos, reduzindo o ritmo da economia.

Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, em trajetória de queda iniciada em março de 2026, quando era de 15% ao ano.

Inflação e mercado de trabalho

O FMI também trouxe projeções de inflação: 4,4% ao fim de 2026 e 4,1% em 2027. As duas estimativas estão dentro da meta do governo, que admite até 4,5% (centro de 3% com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo).

O Ministério da Fazenda, por sua vez, prevê inflação de 4,9% em 2026 e 3,8% em 2027. No Focus, as estimativas são de 5,22% em 2026 e 4,30% em 2027.

No mercado de trabalho, o FMI estimou que o país deve encerrar 2026 com taxa de desemprego de 6,2% e 2027 com 6,8%. A Pnad Contínua do IBGE indica que o desemprego no trimestre móvel encerrado em agosto ficou em 5,3%, o menor já registrado para o período desde 2012.

Commodities: petróleo e café em destaque

Ao analisar o cenário de commodities, o FMI destacou a forte oscilação nos preços do petróleo devido ao conflito no Golfo Pérsico, região do Estreito de Ormuz, que antes da guerra iniciada no primeiro trimestre respondia pela rota de 20% da produção global de petróleo e derivados.

De acordo com o FMI, o mercado ajustou a oferta com aumento de produção fora da região, incluindo o Brasil, além de Cazaquistão, Estados Unidos e Venezuela.

O documento também apontou alta de preços agrícolas, citando o café: houve aumento de 8% de março a agosto, após fortes chuvas em Minas Gerais que atrasaram a colheita e ampliaram preocupações com a qualidade da safra.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

Compartilhe:

WhatsApp
X
Facebook