Idosos e menores de 18 anos votam no Distrito Federal

Idosos e jovens de 16 e 17 votam no DF em 2026

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Idosos e menores de 18 anos participaram da votação no Distrito Federal neste domingo (4), em Brasília, durante as eleições de 2026. A reportagem reúne relatos de eleitores com mais de 70 anos, que têm voto facultativo, e de jovens de 16 e 17 anos que se registraram para votar, destacando motivações como saúde, educação, democracia e políticas públicas.

Voto facultativo e alta abstenção entre maiores de 70

Elenita da Silva, de 71 anos, votou em Águas Claras, na maior zona eleitoral do Distrito Federal. Com dificuldade de locomoção após uma cirurgia recente no joelho direito, ela contou que precisou de bengala para chegar à urna e que, pela primeira vez, pensou em não comparecer. Ainda assim, decidiu votar por considerar importante o exercício do direito ao voto. Para os eleitos, pediu atenção especial à saúde e à educação, afirmando que, no Distrito Federal, “a saúde está debilitada”.

Segundo os dados citados na reportagem, o Brasil tem hoje cerca de 16 milhões de idosos com mais de 70 anos, o equivalente a 10,6% do eleitorado do país. Esse grupo tem voto facultativo desde a promulgação da Constituição de 1988 e apresenta histórico de alta abstenção: em 2022, 60% não compareceram às urnas.

Valdeci Bezerra, de 81 anos, integra um grupo ainda mais restrito: os 2% da população brasileira classificados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como idosos longevos. Mesmo com mobilidade reduzida por causa de um tratamento de câncer, ele disse que fez questão de votar, com ajuda do filho, defendendo que é preciso exercer o direito ao voto.

A professora aposentada Lucilda de Oliveira, de 76 anos, também compareceu às urnas apesar de não ter mais obrigação de votar. Ela afirmou que vota pelos filhos e netos e disse esperar que os governantes eleitos “sejam honestos e tenham caráter”.

Jovens citam democracia e políticas públicas

No centro da capital, a cerca de 20 quilômetros de onde votaram Elenita, Valdeci e Lucilda, Cecília Borgato, de 17 anos, votou pela primeira vez e destacou a importância de os jovens decidirem quem vai representá-los. Ela afirmou ter escolhido candidatos com compromisso com temas como tarifa zero e cotas, citando o uso diário do transporte público e a defesa de minorias e pautas sociais.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mencionados na reportagem, 1,6 milhão de brasileiros de 16 e 17 anos se registraram para votar nas eleições de 2026. Em 2022, eram 2,1 milhões — queda de 22,8%. No mesmo período, o número de jovens nessa faixa etária diminuiu no Brasil em 5,6%.

Maria Clara, que tirou o título aos 16 anos para votar em 2022, afirmou que voltou às urnas em 2026 “pela democracia” e disse esperar que outros jovens façam o mesmo. Para ela, a abstenção significa abrir mão de escolher e a expectativa é que os candidatos eleitos tornem o país “mais justo e mais democrático”.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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