Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta

Pix por aproximação acaba com teto de R$ 500 nesta quinta

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º), em Brasília. O Banco Central (BC) retirou o teto específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento, permitindo que o cliente solicite ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados às operações, de acordo com as regras de segurança de cada conta.

A mudança foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A medida também alcança transações por Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance.

O que muda com o fim do teto

Até agora, o Pix por aproximação tinha uma restrição específica: cada transação não poderia ultrapassar R$ 500. A partir de 1º de outubro, o teto fixo deixa de existir, e os pagamentos poderão superar esse valor, desde que estejam dentro dos limites da conta.

Segundo as novas regras, o banco deverá disponibilizar uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo, e as regras gerais de segurança do Pix continuam valendo. Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente: o limite seguirá determinado pelas configurações de segurança e pelos valores definidos para cada cliente.

Como ajustar os limites no aplicativo

A alteração do limite será feita pelo aplicativo da instituição financeira. O procedimento pode variar conforme o banco, mas envolve acessar as configurações do Pix, localizar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação, pedir aumento ou redução do valor permitido e seguir as etapas de autenticação exigidas.

O BC ressalta que a retirada do teto específico de R$ 500 não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas.

Como funciona o Pix por aproximação

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados. Disponível desde fevereiro de 2025, o recurso pode ser usado pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis, após vinculação da conta bancária.

Depois de configurado, o pagamento segue uma dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular: o usuário informa que pagará via Pix, confere dados e valor da cobrança, aproxima o celular da máquina, realiza a autenticação exigida e confirma o pagamento.

Atenção aos golpes

Com a possibilidade de realizar pagamentos maiores por aproximação, o usuário deve ter atenção redobrada, especialmente porque, em determinadas situações, o celular pode concluir a operação sem abrir o aplicativo bancário. Entre os cuidados recomendados estão conferir o valor exibido na maquininha e no celular, verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho, manter bloqueio de tela e autenticação ativos, não entregar o celular desbloqueado a terceiros, acompanhar notificações das transações e revisar periodicamente os limites configurados.

Uso do Pix e adesão ao pagamento por aproximação

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em agosto e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações. No mesmo mês, o Pix por aproximação registrou 2 milhões de transações, o equivalente a 0,06% do total de operações. Em janeiro, o total de operações na modalidade somou 1,06 milhão.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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