Cabeça para cima ou para baixo? Otorrino orienta sobre o que fazer quando o nariz sangrar

Cabeça para cima ou para baixo? Otorrino orienta sobre o que fazer quando o nariz sangrar

Foto: Magnific

O sangramento no nariz pode ter diferentes causas

O sangramento nasal – conhecido tecnicamente como epistaxe – é uma das emergências otorrinolaringológicas mais frequentes nos serviços de pronto atendimento.

Apesar de ser uma situação incômoda e ocorrer de forma repentina, os episódios, na grande maioria, tendem a ser benignos. Costumam acontecer com mais frequência em crianças, já que são mais suscetíveis devido à fragilidade da mucosa e à introdução de objetos ou dedos no nariz.

Segundo Leila Crisigiovanni, médica otorrinolaringologista e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), há diferentes causas para o sangramento no nariz.

O problema acontece porque há o rompimento de pequenos vasos sanguíneos na mucosa do nariz, que é bastante vascularizada e sensível. As causas mais comuns incluem o ressecamento do ar, alergias respiratórias, hábito de mexer no nariz ou coceira intensa, algum distúrbio sanguíneo da coagulação, além de traumas locais

O que fazer quando o nariz sangrar?

Quando o nariz começa a sangrar, a primeira reação é levar a cabeça para trás. No entanto, o correto é manter a cabeça ligeiramente inclinada para a frente (para baixo) e, se possível, comprimir as duas narinas e fazer compressa de gelo.

Inclinar a cabeça para trás faz o sangue ser engolido ou ir para as vias aéreas, podendo causar aspiração

No calor intenso, o risco de sangramento aumenta. O clima quente e seco resseca a mucosa nasal, tornando os vasos sanguíneos mais frágeis e propensos ao rompimento. Além disso, temperaturas altas provocam a dilatação natural dos vasos.

Quando procurar um especialista?

Caso o sangramento dure mais de 20 minutos, é importante buscar atendimento médico, principalmente se houver alto volume de sangue, acompanhado de tontura ou palidez. Se os episódios forem recorrentes, o ideal é procurar um otorrinolaringologista para investigar a causa e realizar o diagnóstico correto.

Texto via assessoria de imprensa

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