BC decreta liquidação extrajudicial de instituições do Grupo Simpala

BC liquida empresas do Grupo Simpala em Porto Alegre

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Banco Central (BC) decretou nesta sexta-feira (14) a liquidação extrajudicial de duas empresas do Grupo Simpala, ambas com sede em Porto Alegre (RS). A decisão atinge a Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios e a Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento.

Além da liquidação, o BC determinou que, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições ficarão indisponíveis.

Motivos apontados pelo Banco Central

Segundo o BC, a medida foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira das instituições, após a autarquia identificar possíveis riscos a credores, e também pelo fato de as duas instituições terem cometido “graves violações às normas que disciplinam suas atividades”.

Participação no mercado e investigações

O Banco Central informou que as duas empresas têm baixa participação no mercado. A administradora representa 0,1% dos consorciados ativos e 0,1% dos recursos a coletar dos grupos de consórcio. Já a financeira, em junho de 2026, detinha 0,004% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Em nota, o BC disse que continuará a investigar quem são as pessoas responsáveis pelos problemas que levaram à liquidação das empresas, apurando se houve descumprimento de leis ou normas regulatórias. O Banco Central informou que o resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes.

O que dizem os controladores do Grupo Simpala

Também por meio de nota, os controladores da Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios LTDA e da Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento disseram ter recebido com surpresa a liquidação e consideram a medida desproporcional, “especialmente diante da trajetória de integridade das empresas, uma delas com mais de 50 anos”.

Segundo o posicionamento, os controladores reforçaram “que sempre atuaram com rigorosa observância da legislação e postura de plena colaboração com órgãos reguladores e que seguirão contribuindo com as autoridades no fornecimento das informações necessárias”. A nota menciona ainda preocupação com as consequências da medida para os mais de 140 funcionários.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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