O Pix passou a responder por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Os dados foram divulgados em 6 de agosto de 2026, em São Paulo, e indicam que, embora o cartão de crédito siga como principal meio de pagamento, o sistema de transferência instantânea ganhou espaço no setor.
Pesquisa aponta avanço do Pix e recuo do dinheiro
O levantamento foi realizado com 2.109 pontos comerciais. Apesar de a pesquisa de conjuntura ser mensal, esta foi apenas a segunda vez que a Abrasel incluiu uma sondagem sobre meios de pagamento. Na primeira edição, em 2024, foram ouvidos 1.466 comerciantes.
Na edição de 2024, o Pix respondia por 16,5% das transações. Segundo a Abrasel, o crescimento ocorreu principalmente à custa do dinheiro em espécie, que hoje representa 8,3% das vendas presenciais.
O cartão de crédito continua liderando em todas as regiões, com 41,5% das vendas, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%. Depois aparecem dinheiro em espécie (8,3%), voucher (4,6%) e cheque, com menos de 1% das transações.
Pequenos estabelecimentos usam mais o sistema
A pesquisa mostrou que a adesão ao Pix é mais intensa entre empresas de menor porte. Nos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o meio de pagamento representa 30,4% das vendas de salão e balcão. Entre as empresas com faturamento de R$ 130 mil a R$ 360 mil, a participação é de 22,6%, enquanto nas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão chega a 24%.
O avanço é mais lento entre empresas com faturamento anual superior a R$ 1 milhão, nas quais a participação do Pix varia entre 14,9% e 17,5% das vendas.
Alimentação rápida lidera entre os tipos de negócio
O tipo de estabelecimento também influencia o uso. Nos negócios de alimentação rápida, o Pix já representa 24,6% das vendas. Em restaurantes especializados, chega a 21%. Em bares e casas noturnas, responde por 19,9% das transações, enquanto em restaurantes que servem refeições completas alcança 17%.
“O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas necessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes”, afirmou, em nota, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.
Norte e Nordeste puxam participação regional
O uso do Pix varia por região. O Norte lidera, com participação média de 29,8% nas vendas de salão e balcão, acima dos 25,5% do levantamento anterior da Abrasel e também superior à participação do cartão de débito, de 24,5%. O Nordeste aparece em seguida, com 24,2%, enquanto o cartão de débito responde por 23,4%.
Nas demais regiões, o Pix ocupa a terceira posição: no Sudeste, representa 18,1% das transações; no Centro-Oeste, 17,9%; e no Sul, 16,5%. Ainda assim, a Abrasel considera o sistema um meio de pagamento consolidado em todo o país.
O dinheiro em espécie segue perdendo espaço e, em todas as regiões, permanece abaixo de 11% das vendas. Para a Abrasel, os números evidenciam o avanço da digitalização do consumo no país. “O Pix não é apenas uma forma de pagamento. Ele cria oportunidades para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências ao consumidor, além de abrir espaço para mais eficiência, inovação e competitividade no setor”, concluiu Solmucci.
Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.