Dólar cai para R$ 5,07, no menor nível em um mês

Dólar cai a R$ 5,07 e Bolsa sobe com CPI dos EUA

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O dólar fechou abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez em um mês nesta terça-feira (14), enquanto a Bolsa brasileira avançou e o petróleo voltou a subir. O movimento ocorreu após a divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos abaixo das expectativas, o que reduziu as apostas de alta de juros pelo Federal Reserve (Fed).

Dólar recua e atinge menor fechamento desde 15 de junho

O dólar comercial caiu 1,12% e encerrou o dia cotado a R$ 5,074, o menor fechamento desde 15 de junho. No acumulado de 2026, a moeda americana registra queda de 7,56% em relação ao real.

A desvalorização acompanhou o movimento global do dólar após o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos surpreender positivamente. O indicador registrou deflação de 0,4% em junho, acima da expectativa de índice negativo de 0,1%, enquanto a inflação em 12 meses ficou em 3,5%, também abaixo das projeções.

Com os números, investidores reduziram as apostas de uma nova alta dos juros americanos no curto prazo, enfraquecendo o dólar frente às principais moedas e favorecendo divisas de países emergentes, como o real. O índice DXY caiu 0,35%.

Ibovespa sobe com alívio nas expectativas de juros nos EUA

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos, recuperando o patamar dos 176 mil pontos após o recuo da véspera. Segundo o texto, o principal fator de sustentação foi o alívio nas expectativas para os juros nos Estados Unidos, cenário que tende a beneficiar mercados emergentes como o Brasil.

Petróleo avança com tensões entre Estados Unidos e Irã

Os preços do petróleo alcançaram o maior nível em cerca de um mês, impulsionados pela continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent avançou 1,72%, para US$ 84,73, e o WTI subiu 1,53%, a US$ 79,34.

Os preços seguem pressionados por riscos de interrupção da oferta mundial após o restabelecimento do bloqueio naval americano ao Irã e por incertezas no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. Apesar da alta, o avanço foi limitado pela avaliação de que energia mais cara pode pressionar a inflação global e reduzir o ritmo de crescimento econômico, afetando a demanda nos próximos meses.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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