A escalada das tensões no Oriente Médio pressionou os mercados financeiros nesta segunda-feira (13). A bolsa caiu mais de 1%, o dólar voltou a subir frente ao real e o petróleo subiu quase 10% diante do temor de interrupções no abastecimento global após novos desdobramentos do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.
Entre os principais números do dia, o Ibovespa encerrou aos 175.739 pontos, queda de 1,2%. O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,131, alta de 0,46%. Já o petróleo tipo Brent terminou a sessão em US$ 83,30, avanço de 9,59%.
Ibovespa recua com aversão ao risco
Principal índice da B3, o Ibovespa operava perto da estabilidade no início do pregão, mas passou a registrar perdas ao longo do dia, acompanhando o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais.
O avanço do petróleo favoreceu as ações da Petrobras, as mais negociadas, que ajudaram a reduzir as perdas do índice. Os papéis ordinários da estatal subiram 3,44% e as ações preferenciais avançaram 2,55%. Apesar disso, a alta foi insuficiente para compensar as quedas de outros setores, como bancos, empresas ligadas ao consumo e mineradoras, que puxaram o índice para baixo.
O mercado reagiu ao aumento das preocupações com um possível impacto da alta do petróleo sobre a inflação global e, consequentemente, sobre a trajetória dos juros nas principais economias.
Dólar fecha em alta e chega a R$ 5,142 na máxima
O dólar acompanhou o movimento de fortalecimento em relação a divisas de países emergentes e encerrou o dia cotado a R$ 5,131, alta de R$ 0,023 (0,46%). Durante a sessão, a moeda chegou à máxima de R$ 5,142 após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o endurecimento das medidas contra o Irã e a intenção de ampliar o controle sobre o Estreito de Ormuz, com a taxação em 20% da carga que passar pelo local.
No mercado doméstico, investidores também acompanharam a divulgação do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com investidores, que manteve em R$ 5,20 a projeção para o dólar no fim deste ano e preservou a expectativa de que a taxa Selic encerre 2026 em 14% ao ano.
Petróleo dispara com ameaça ao Estreito de Ormuz
O petróleo liderou os movimentos do mercado internacional em meio ao agravamento da crise geopolítica. O barril do tipo Brent, referência global, fechou em alta de 9,59%, a US$ 83,30. O barril WTI, do Texas, avançou 9,42%, para US$ 78,14.
A valorização foi impulsionada pelas ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passam cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Em resposta às medidas anunciadas por Trump, o governo do Irã prometeu reagir.
Também foram registrados novos ataques entre forças do Iêmen, da Arábia Saudita e explosões na cidade iraniana de Bandar Abbas. O cenário reforçou os temores de restrições na oferta global de petróleo e aumentou a expectativa de maior volatilidade nos mercados internacionais nas próximas semanas.
Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.