O dólar fechou em leve queda frente ao real, enquanto a bolsa recuou quase 1% e o petróleo avançou mais de 5% nesta quarta-feira (8), em um dia marcado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorreu com o mercado reagindo à ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) e ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais.
No fim do pregão, o dólar caiu 0,09%, a R$ 5,148. O Ibovespa recuou 0,79%, aos 170.653 pontos. No exterior, o petróleo Brent subiu 5,20%, a US$ 78,02 o barril, e o WTI avançou 4,37%, a US$ 73,52.
Câmbio: dólar perde força ao longo do dia
Após alternar entre altas e baixas pela manhã, o dólar perdeu força e encerrou a sessão cotado a R$ 5,148. A moeda abriu na máxima do dia, a R$ 5,184, caiu para R$ 5,137 por volta das 10h10 e oscilou entre R$ 5,14 e R$ 5,16 ao longo da quarta-feira.
Apesar do fortalecimento do dólar diante de outras moedas emergentes, o real teve desempenho relativamente melhor, favorecido pela valorização do petróleo. Como o Brasil é exportador líquido da commodity, a alta dos preços melhora a perspectiva para as contas externas do país e ajuda a reduzir a pressão sobre o câmbio.
No exterior, a ata do Fed reforçou a preocupação com a inflação e manteve incertezas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos, sustentando os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). Tradicionalmente, juros altos nas Treasuries pressionam o dólar para cima, mas a alta do petróleo ajudou a conter a pressão no Brasil.
Bolsa: aversão ao risco derruba o Ibovespa
O Ibovespa caiu 0,79% e fechou aos 170.653 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco. A escalada das tensões no Oriente Médio e a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos reduziram o apetite por ativos de maior risco.
As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, encontraram suporte na valorização do petróleo, mas o desempenho não foi suficiente para impedir a queda do principal índice da B3.
Petróleo: alta leva contratos ao maior nível desde 22 de junho
Os contratos internacionais de petróleo encerraram o dia em forte alta e atingiram os maiores níveis desde 22 de junho. O avanço refletiu o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, após novos ataques na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa da produção mundial de petróleo.
Com o temor de interrupções na oferta, o prêmio de risco do combustível voltou a subir, mantendo o mercado atento aos desdobramentos do conflito.
Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.