Marinha lança fragata e Lula fala em fortalecer defesa do país

Marinha lança fragata e Lula defende reforço da defesa

Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

A Marinha lançou, nesta sexta-feira (26), em Itajaí (SC), a Fragata Cunha Moreira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia e afirmou que o Brasil precisa fortalecer a defesa contra ameaças estrangeiras. No evento, Lula disse não querer guerra, mas defendeu estar preparado para evitar surpresas, ao afirmar: “Tá cheio de maluco no mundo”.

Fragata é símbolo de soberania, diz Lula

Durante o lançamento, o presidente descreveu a fragata como um símbolo da defesa da soberania nacional. “Isso não é [só] um navio. É o começo de um país que vai assumir, de fato e de direito, o direito de ser soberano, de tomar conta do seu nariz e estar preparado. É isso que temos que fazer daqui pra frente”, declarou.

Projeto estratégico de defesa e cenário internacional

Lula também defendeu a criação de um projeto estratégico de defesa e classificou o momento atual como o de “maior concentração de conflito da história da humanidade depois da 2ª Guerra Mundial”. “Para as pessoas saberem que não queremos briga com ninguém, mas que estaremos preparados para defender nossos 8,5 milhões de quilômetros quadrados e nossos 215 milhões de habitantes”, acrescentou.

Como é a Fragata Cunha Moreira

Fragatas são navios de guerra velozes, aptos a participar de operações de defesa e escolta. A Fragata Cunha Moreira foi construída no Brasil, em Itajaí, com mão de obra nacional e transferência de tecnologia. Outras duas fragatas também foram construídas e lançadas: “Tamandaré” e “Jerônimo de Albuquerque”. A quarta fragata da Classe Tamandaré, “Mariz e Barros”, está em construção.

A Fragata Cunha Moreira pode atingir 25 nós (cerca de 47 km/h). Os navios têm 107 metros de comprimento, convoo, hangar de helicóptero, radares, sensores e armamentos, com deslocamento de até 3.465 toneladas.

Parceria no Programa Classe Tamandaré

O Programa Fragata Classe Tamandaré é uma parceria entre a Marinha e a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, formada pelas empresas TKMS, Embraer e Atech, e gerenciado pela empresa Emgepron.

O comandante da Marinha, Marcos Olsen, afirmou que “o poder naval, pilar à proteção de recursos, fluxos logísticos e instrumento de tempestiva resposta do Estado, adquire centralidade ao se analisar disputas atuais na conjuntura internacional e crescentes inclinações de atores soberanos em mobilizar vetores navais visando intimidar nações”.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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