Renovação de cota zero para carros elétricos beneficia consumidor

Governo renova cota zero para elétricos por 6 meses

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo federal renovou por seis meses as cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD). A medida, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, tem como principais objetivos garantir melhores preços ao consumidor brasileiro e fortalecer a indústria automotiva nacional.

O anúncio foi detalhado em entrevista ao programa Bom dia, ministro, nesta quarta-feira (24), em Brasília. De acordo com o ministro, a presença de veículos elétricos já faz parte da cena urbana do país.

Como funciona a renovação da cota zero

A validade será de seis meses a partir de 1º de julho e prevê um limite de US$ 463 milhões em veículos nos regimes CKD e SKD, que permitem a montagem final dos automóveis no Brasil. O ministro afirmou que a decisão está relacionada à instalação de montadoras no país, com iniciativas em São Paulo e na Bahia voltadas ao início da produção de veículos híbridos e híbridos flex, o que, segundo ele, amplia a oferta e contribui para a geração de emprego e renda.

Críticas e regras para financiamento

Em meio às críticas de montadoras tradicionais, Márcio Elias Rosa disse que só terá acesso às linhas de financiamento quem fabricar no país. Ele acrescentou que o Brasil conta com medidas para acomodar interesses considerados legítimos.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) declarou que a manutenção das cotas de importação para veículos elétricos com alíquota zero pode prejudicar fabricantes instalados no Brasil, trabalhadores e empresas nacionais de autopeças.

Camex mantém cronograma de alta do imposto de importação

Paralelamente, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) manteve o cronograma de aumento das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos. Os eletrificados semidesmontados (SKD) terão a tarifa elevada para 35% a partir de julho.

Já os modelos desmontados (CKD) seguirão com alíquota de 14% até o fim de 2026, passando para 35% em janeiro de 2027. O ministro afirmou que o governo tem fortalecido a indústria automotiva no Brasil com instrumentos de fomento e apoio, sem criar barreiras para a importação.

Segundo Márcio Elias Rosa, houve pressão para reduzir o imposto de importação e evitar o aumento previsto para 1º de julho, mas o cronograma foi mantido.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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