Quase um terço dos idosos com mais de 65 anos cai ao menos uma vez por ano, proporção que chega a 42% após os 70, alerta a geriatra da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Ivete Berkenbrock. As quedas, que têm nesta quarta-feira (24/6) seu Dia Mundial de Prevenção, são consideradas divisor de águas na vida do idoso, com impacto físico, emocional e na rotina das famílias, e respondem por mais de 258 mil internações no Brasil entre janeiro de 2025 e abril de 2026, além de 8,5 mil mortes em 2025.
Riscos, consequências e como prevenir
A médica destaca que o risco aumenta com envelhecimento fragilizado e fatores como sedentarismo, álcool, tabagismo, baixa visão e audição, uso de múltiplos medicamentos e moradias pouco adaptadas. Muitas quedas nem chegam às estatísticas, pois só são relatadas quando geram fraturas ou internações, embora qualquer queda já indique problema de saúde ou de ambiente. As consequências vão da fratura e concussão ao medo de cair de novo, isolamento e perda de autonomia, sobrecarregando famílias e sistemas de saúde. Entre as principais estratégias preventivas estão adaptar o lar com barras de apoio e pisos antiderrapantes, melhorar iluminação, cuidar da visão, revisar remédios com o médico e manter rotina de exercícios focados em força, equilíbrio e flexibilidade.