Copom reduz taxa Selic para 14,25% ao ano

Copom corta Selic para 14,25% ao ano

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (17) a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão foi anunciada em São Luís e marca a terceira queda consecutiva dos juros.

O que muda com a Selic a 14,25%

Segundo o BC, a Selic é usada como instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e tentar controlar a inflação. Quando o juro sobe ou permanece alto por muito tempo, o crédito encarece, afetando compras no cartão, parcelas de produtos e financiamentos de imóveis, o que enfraquece o consumo.

Com a redução, a perspectiva indicada é de estímulo para a economia e de menor risco de descontrole nos preços.

Conflito no Oriente Médio pesa na decisão

O Copom afirmou que a permanência de incertezas sobre os termos de um acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências de efeitos já materializados foram determinantes para o corte da taxa. De acordo com o comitê, o cenário exige cautela de países emergentes em um ambiente de maior volatilidade nos preços de ativos e commodities.

Em comunicado, o Copom disse que, no cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, sem prejuízo do objetivo de assegurar a estabilidade de preços, além de buscar suavizar flutuações da atividade econômica e fomentar o pleno emprego.

Atividade doméstica e expectativas de inflação

No ambiente doméstico, o comitê informou que os indicadores mostram aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, com setores mais cíclicos voltando a ter papel significativo e o mercado de trabalho ainda apresentando sinais de resiliência.

O Copom destacou que as expectativas de inflação cheia aceleraram, afastando-se da meta e superando o limite superior da banda. As projeções da pesquisa Focus para 2026 e 2027 ficaram em 5,30% e 4,10%, respectivamente.

A meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o período iniciado em janeiro de 2025 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,50% a 4,50%.

Próximos passos dos juros

O comitê afirmou que segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em um cenário de maior incerteza.

Também informou que o tamanho total do ajuste dos juros dependerá dos próximos dados econômicos, com o objetivo de garantir o retorno da inflação à meta. O Copom avaliou ainda que trajetórias que assegurem a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, horizonte relevante a partir da próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos.

Histórico recente da Selic

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, em um cenário de queda da inflação, mas apontou que a guerra no Oriente Médio, refletida no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a redução da taxa.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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