O Exército brasileiro mantém as atividades permanentes de patrulha e fiscalização nas fronteiras do país, mesmo após o contingenciamento de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa, anunciado pelo Executivo no final de maio. Além do patrulhamento contínuo, a Força também mantém as ações adicionais de combate ao crime que já haviam sido iniciadas.
A informação foi divulgada em 10 de junho de 2026, em Brasília. O bloqueio, porém, levou o Exército a reavaliar ações extras de intensificação do combate a crimes na faixa de fronteira que estavam planejadas, mas ainda não começaram. Segundo o comando, o levantamento das medidas que podem precisar de ajustes ainda não foi finalizado.
Operação Escudo mantém vigilância contínua
As atividades permanentes do Exército nas fronteiras, conhecidas como Operação Escudo, incluem vigilância e fiscalização contínuas, patrulhamento fluvial e reconhecimentos de fronteira. O objetivo é reafirmar a presença do Estado brasileiro na faixa de fronteira.
A Operação Escudo atua contra crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços, como narcotráfico e tráfico de armas e munições. Na região, o Estado também conta com ações da Polícia Federal no combate ao crime, com apoio das polícias civis e militares de cada estado.
Arcabouço fiscal e bloqueios no Orçamento de 2026
No final de maio, o governo anunciou um contingenciamento adicional de R$ 22,1 bilhões no orçamento. Com isso, o total de recursos bloqueados em 2026 chegou a R$ 23,7 bilhões, valores que ainda podem ser desbloqueados até o fim do ano.
O contingenciamento decorre do limite de gastos do arcabouço fiscal, lei aprovada pelo Parlamento em 2023, em substituição ao antigo teto de gastos. O limite é justificado como parte do esforço para controlar a dívida pública, enquanto o texto aponta que os altos juros praticados pelo Banco Central contribuem para o aumento dessa dívida.
Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, o bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), com alta de R$ 14,1 bilhões, e benefícios previdenciários, com aumento de R$ 11,5 bilhões. Em contrapartida, a equipe econômica reduziu a previsão de gastos com o funcionalismo público, com queda de R$ 3,8 bilhões em despesas com pessoal e encargos sociais.
Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.