Lula defende Pix e diz que sistema brasileiro assusta norte-americanos

Lula defende Pix e cobra Trump por tarifa de 25%

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (2), que o Pix é mais vantajoso do que sistemas de empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico. A declaração foi feita durante um evento em Catalão (GO), quando Lula defendeu a tecnologia nacional e disse que o Brasil não aceita ser tratado como “uma republiqueta de banana”.

Críticas dos EUA ao Pix e impacto em empresas

Segundo o presidente, o Pix “assusta” os norte-americanos. Ele relatou que sugeriu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a adoção do mesmo sistema no país. Lula afirmou que a preocupação dos EUA seria o potencial do Pix de abalar empresas de cartão de crédito que atuam no Brasil, destacando que o sistema é “de graça”, “público” e que “ninguém paga nada”.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) atacou o sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, argumentando que o Pix prejudica “injustamente” empresas como MasterCard, Visa e Whatsapp Pay. O texto informa ainda que o Pix, com infraestrutura pública e gratuita, tem movimentado mais recursos que as bandeiras tradicionais de cartões de crédito.

Relatório do USTR e proposta de nova taxação

O relatório do USTR, publicado na noite de segunda-feira (1º), é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os Estados Unidos. Entre as ações sugeridas, o documento cita a taxação de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

De acordo com o texto, o governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final até 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Negociação comercial e cobrança por explicações

Para Lula, a atitude dos estadunidenses foi intempestiva porque havia negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acertou com Trump um prazo de 30 dias para que os ministros negociassem um acordo sobre a questão comercial.

O presidente brasileiro disse que os dois se reuniram na Casa Branca e que, na ocasião, entregou documentos que indicavam relação comercial favorável aos EUA com o Brasil. Segundo Lula, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi de US$ 415 bilhões.

Lula também cobrou um telefonema de Trump para explicar as razões da recomendação do USTR, afirmando que esperava uma explicação sobre o que ocorreu “na sua ausência e na minha ausência”.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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