Senado aprova projeto de incentivo ao primeiro emprego para jovens

Senado aprova contrato de primeiro emprego para jovens

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o Projeto de Lei (PL) 5228/19, que cria o contrato de primeiro emprego e prevê incentivos para facilitar a contratação de jovens entre 18 e 29 anos que nunca tiveram carteira assinada. A proposta foi aprovada em sessão realizada em São Luís e segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Como funcionam os incentivos para contratar

O texto estabelece mecanismos para estimular empresas a contratarem pessoas sem experiência profissional formal, incluindo a redução da alíquota do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da contribuição à Previdência Social.

No FGTS, a alíquota cai de 8% para 2% no caso das microempresas; para 4% em empresas de pequeno porte, entidades sem fins lucrativos, entidades filantrópicas, associações e sindicatos; e para 6% nas demais empresas. Já a contribuição patronal à Seguridade Social será reduzida de 20% para 10% do salário.

Quem pode participar do contrato de primeiro emprego

Estão aptos a participar do programa os jovens matriculados na educação superior, na educação profissional e tecnológica ou na educação de jovens e adultos. Também poderão ser contratados aqueles que já concluíram o ensino superior ou a educação profissional e tecnológica.

Os contratos terão prazo mínimo de seis meses, com possibilidade de até três prorrogações, respeitado o limite máximo de 24 meses. O projeto também prevê que a contratação possa se tornar permanente a qualquer momento.

Mudança no texto e foco do projeto

O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou dispositivos aprovados na Câmara dos Deputados que previam incentivos à contratação de trabalhadores com mais de 50 anos desempregados há mais de 12 meses, incluindo a modalidade de contrato de recolocação profissional.

Segundo o senador, essa inclusão desviava o foco do projeto original e não passou pela adequada discussão no âmbito do Senado Federal.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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