O Hospital Evangélico de Londrina recebeu o ExcelsiusGPS, um sistema robótico para procedimentos cirúrgicos de coluna e crânio, tornando-se a primeira instituição de saúde do Brasil e da América do Sul a operar o equipamento. A primeira cirurgia do país com o novo sistema foi realizada na segunda-feira, dia 11 de maio, no Hospital Evangélico de Londrina, conduzida pelo neurocirurgião e chefe do serviço de Residência em Neurocirurgia do hospital, Carlos Zicarelli.
O ExcelsiusGPS integra um braço robótico com navegação cirúrgica em tempo real. Este recurso permite o planejamento e a execução de procedimentos com precisão, especialmente na colocação de parafusos e implantes.
Cirurgiões do corpo clínico do Hospital Evangélico de Londrina realizaram treinamento nos Estados Unidos, conduzido pela Globus Medical, fabricante do ExcelsiusGPS.
Zicarelli, um dos médicos habilitados a operar o sistema robótico, esclarece que o Excelsius é indicado principalmente para cirurgias da coluna vertebral, como tratamento de hérnia de disco, estenose do canal vertebral, escoliose e outras deformidades, fraturas da coluna, tumores vertebrais e cirurgias de fusão (artrodese).
Ele é especialmente útil em procedimentos que exigem alta precisão na colocação de implantes
Segundo ele, o sistema ExcelsiusGPS, da Globus Medical, representa um avanço nessas cirurgias por combinar robótica, navegação em tempo real e planejamento pré-operatório preciso.
O médico também descreve outros aspectos relevantes dos procedimentos com o uso do sistema robótico: incisões menores, menor exposição à radiação para equipe e paciente, redução do tempo cirúrgico, menos tempo de internação e recuperação mais rápida. A precisão na colocação de parafusos e próteses é reportada como próxima de 100%, o que reduz o risco de erros.
Na prática, isso significa segurança e melhores resultados para o paciente. Outro aspecto ressaltado pelo neurocirurgião é o potencial de desenvolvimento acadêmico e formação de novos especialistas na região.
Na avaliação de Zicarelli, a associação do sistema ExcelsiusGPS com o robô Da Vinci Xi, já em operação no Hospital Evangélico desde 2024, posiciona o Hospital Evangélico de Londrina em um grupo seleto de instituições no Brasil que oferecem múltiplas plataformas de cirurgia robótica.
Isso demonstra um nível elevado de investimento em tecnologia, inovação e qualidade assistencial, colocando o hospital em destaque nacional e aproximando-o dos centros médicos internacionais
Ele considera ainda que, com a chegada do sistema Excelsius a Londrina, a cidade passa a oferecer à população da região acesso a tratamentos antes restritos a centros internacionais.
Ou seja, para ter acesso a uma cirurgia com essa tecnologia, o paciente tinha que sair do país. Londrina se torna um marco e centro de referência em cirurgias de coluna vertebral de alta complexidade e, futuramente, este sistema poderá ajudar também nas cirurgias de crânio
Investimentos
O Hospital Evangélico de Londrina investiu R$ 7 milhões na aquisição do ExcelsiusGPS e no treinamento de profissionais, que replicarão o conhecimento para os demais membros das equipes médicas.
Felipe Rodrigues Leme, CEO do hospital, ressalta que, com este equipamento, a instituição fortalece seu programa de robótica, que já conta com o robô Da Vinci Xi.
Trabalhamos para expandir o programa e tornar essas tecnologias mais acessíveis, por meio de uma política de preços que facilite o acesso e o financiamento
Segundo ele, o SUS ainda não credencia esses tratamentos, mas a tendência é que isso ocorra futuramente, da mesma forma que aconteceu com as cirurgias por videolaparoscopia.
Observamos o avanço das cirurgias com auxílio de robôs no mundo, todas com resultados excelentes para os pacientes e para a sustentabilidade do sistema de saúde
De acordo com dados conhecidos sobre a consolidação do sistema Excelsius, destacados pelo CEO, uma cirurgia convencional de coluna pode levar até seis horas. Com o robô, esse tempo é reduzido para duas horas. O tempo de internação do paciente também apresenta redução, passando de três dias, em média, para 24 horas.
A cirurgia
O primeiro paciente do Brasil a ser submetido a uma cirurgia com o robô Excelsius foi Judite Mendes, de 72 anos, residente em Borrazópolis (PR). Ela tem histórico de dores na coluna e exames constataram um quadro complexo, com fraturas patológicas na coluna.
Segundo Zicarelli, a coluna foi estabilizada sem a necessidade de corte e de aberturas musculares, normalmente realizados em cirurgias convencionais, o que irá propicia uma recuperação mais rápida, maior precisão, menos sangramento, menos dor e menor tempo de recuperação.
Texto via assessoria de imprensa