Lula assina MP e zera "taxa das blusinhas"

Lula assina MP e zera a “taxa das blusinhas”

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (12), uma Medida Provisória (MP) para acabar com a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”. A assinatura ocorreu em Brasília, e a MP deve ser publicada em edição extraordinária do Diário Oficial ainda hoje.

O que muda com a MP

Com a medida, fica zerada a cobrança aplicada a compras internacionais de até US$ 50. A taxação estava em vigor desde agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

Por que o governo diz que foi possível zerar o imposto

No ato de assinatura, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que a isenção foi viabilizada após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.

“O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”, declarou.

Quem deve ser beneficiado

Segundo Ceron, a decisão vai beneficiar a população de baixa renda que utiliza plataformas para adquirir produtos.

“Não é só blusinha”, diz ministra

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, ressaltou que, apesar do apelido, as compras internacionais nesse patamar de valor não se restringem a roupas.

“Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”, afirmou.

Impacto na tributação, segundo Planejamento

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que zerar as taxas federais dessas compras melhora o perfil da tributação e que os dados indicam que a maior parte das aquisições é de baixo valor.

“Os números mostram que a maior parte das compras, de fato, é de baixo valor. Está associado ao consumo popular”, afirmou.

Como a cobrança funcionava

Na prática, o imposto era cobrado no momento da compra, com o objetivo de aumentar a fiscalização e reduzir fraudes.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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