Bolsa cai mais de 2% e atinge menor nível desde o fim de março

Ibovespa cai 2,38% e renova mínima desde março

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (7), em Brasília, em clima de aversão ao risco, pressionado pela forte queda do petróleo no exterior, pela repercussão de balanços de empresas e pelas incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã. O Ibovespa recuou mais de 2% e atingiu o menor nível desde o fim de março, enquanto o dólar comercial fechou perto da estabilidade.

Ibovespa recua com petróleo e balanços no radar

Principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 2,38%, aos 183.218 pontos, menor nível desde 30 de março. Na mínima do dia, o indicador chegou a 182.868 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 32,08 bilhões.

A queda foi intensificada pela redução nos lucros de grandes empresas do setor financeiro e de energia. O recuo do petróleo no mercado internacional também pressionou papéis da Petrobras, com maior peso na composição do Ibovespa, e de outras petrolíferas.

Em Nova York, o índice S&P 500 fechou em queda de 0,38%.

Dólar fecha praticamente estável em dia de volatilidade

O dólar comercial apresentou volatilidade moderada e encerrou o pregão praticamente estável, diante da alternância de notícias sobre a guerra no Oriente Médio e as negociações diplomáticas envolvendo EUA e Irã. A moeda fechou com leve alta de 0,05%, cotada a R$ 4,923.

No acumulado de 2026, porém, o dólar registra queda de 10,31% em relação ao real. Durante a manhã, a divisa chegou à mínima de R$ 4,89 pouco antes das 10h, mas voltou a oscilar perto da estabilidade ao longo do dia. À tarde, informações envolvendo o Estreito de Ormuz elevaram a cautela e levaram o dólar a R$ 4,93 por volta das 14h30, antes de a cotação desacelerar novamente.

Investidores também acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos e o encontro com Donald Trump. Segundo Trump, a reunião foi “muito boa” e incluiu discussões sobre comércio e tarifas.

Petróleo cai com expectativa de acordo e notícias sobre Ormuz

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda após um pregão de forte volatilidade. A perspectiva de um acordo temporário entre Washington e Teerã para interromper o conflito no Oriente Médio reduziu os temores sobre o abastecimento global e derrubou os preços.

O barril do tipo Brent, usado como referência pela Petrobras, recuou 1,19%, para US$ 100,06. Já o WTI, do Texas, caiu 0,28%, a US$ 94,81.

Os preços chegaram a cair menos após reportagem do The Wall Street Journal indicar intenção do governo norte-americano de retomar operações de escolta a navios comerciais no Estreito de Ormuz. Mais tarde, a emissora Al Jazeera, citando fontes militares dos EUA, informou que a notícia da retomada das escoltas estava incorreta.

O governo iraniano afirmou que ainda avalia as propostas apresentadas pelos Estados Unidos para encerrar o conflito. Paralelamente, Teerã intensificou o controle sobre embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz, principal rota marítima para exportação global de petróleo.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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