Quase 30% dos microempreendedores individuais estão no Cadastro Único

Quase 30% dos MEIs estão no CadÚnico

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Quase 30% dos microempreendedores individuais (MEIs) do país estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), plataforma que reúne beneficiários das políticas de assistência do governo federal. Em números absolutos, isso representa 4,6 milhões de MEIs em um total de 16,6 milhões, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). As informações foram publicadas em 6 de maio de 2026, em Brasília.

Políticas sociais e abertura de CNPJ

De acordo com a pesquisa, cerca de 2,6 milhões de empreendedores decidiram abrir o CNPJ depois de aderir ao CadÚnico. Outros 1,9 milhão abriram o CNPJ antes da adesão.

Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a conclusão do levantamento é que os benefícios sociais estimulam a busca por autonomia financeira. “As políticas públicas impulsionam o empreendedorismo. No ano passado, reunimos uma sequência consistente de indicadores positivos. O Brasil possui enorme capacidade produtiva, tendo os pequenos negócios como grandes protagonistas. A inclusão social, de renda e de emprego passam pelo empreendedorismo”, analisa.

Qualificação, crédito e inclusão produtiva

O ministro do MDS, Wellington Dias, afirma que as políticas de Estado garantem mais do que proteção às famílias e destaca oportunidades associadas ao CadÚnico. “Quando uma pessoa acessa o Cadastro Único, ela passa a ter oportunidades de qualificação, crédito e inclusão produtiva. O que esses dados mostram é que a política social não é ponto de chegada, é ponto de partida para que milhões de brasileiros possam empreender, gerar renda e construir um futuro com mais dignidade”, diz.

Perfil e áreas mais buscadas pelos MEIs

A maioria dos empreendedores inscritos no CadÚnico é mulher (55,3%), não branca (64%), pertence a famílias de três ou mais integrantes (51,3%) e tem, pelo menos, o Ensino Médio completo (51%). A faixa etária predominante é de adultos entre 30 e 49 anos (53%).

O setor de serviços domina entre os segmentos mais procurados pelos MEIs inscritos no CadÚnico, com 54%. O percentual é explicado principalmente pelo baixo investimento inicial que esse setor demanda. Em seguida, aparecem o comércio (26%) e a indústria (10%).

Emprego, renda e saída do Bolsa Família

Os responsáveis pelo levantamento defendem que a geração de emprego e renda, aliada ao estímulo ao empreendedorismo, possibilita a superação da pobreza. Como argumento, citam que mais de 2 milhões de famílias saíram do Programa Bolsa Família em 2025. A maioria (1,3 milhão) deixou de receber o benefício em razão do aumento da renda familiar, enquanto outras 726 mil famílias concluíram o período na regra de proteção.

Fonte: Agência Brasil. Texto reescrito com base na publicação original.

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