O Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Esta é a primeira vez em mais de 130 anos que um nome indicado para a Corte é recusado pelos senadores.
A votação final ocorreu nesta quarta-feira (29), com 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para aprovar Messias, eram necessários ao menos 41 votos dos 81 senadores, o que não foi alcançado. Com isso, o processo de indicação foi arquivado.
Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025. Apesar da indicação ter sido anunciada há cerca de cinco meses, o Senado só recebeu a mensagem oficial no início de abril deste ano.
Em sua primeira declaração após o resultado, Jorge Messias ressaltou que participou do processo com transparência e integridade. Ele agradeceu os senadores que votaram a seu favor e disse aceitar a decisão soberana da Casa.
O advogado-geral mencionou ainda seu perfil pessoal e profissional, afirmando que possui uma trajetória sem pendências e que é servidor público de carreira, sem necessidade de um cargo público para avançar na sua vida profissional.
Messias, que é evangélico e contava com apoio de grupos religiosos, afirmou que enfrentou nos últimos cinco meses um processo de desconstrução de sua imagem. Ele destacou que “lutou o bom combate” e que acredita que sua trajetória está nas mãos de Deus, aceitando o plano divino para sua vida.
Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Ton Molina/Agência Senado.