Sao Paulo (SP)-01/03/2026. Um ato no domingo em memória de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que morreu após ser atropelada e arrastada pelo ex-companheiro em São Paulo, irá marcar o início das mobilizações pelo Dia Internacional das Mulheres. Organizado pelo Ministério das Mulheres, o local escolhido para o ato é a Marginal Tietê, na zona norte da cidade de São Paulo, onde Tainara foi agredida, atropelada pelo ex-companheiro Douglas Alves da Silva e arrastada por mais de 1 quilômetro ao ficar presa ao carro dele, em 29 de novembro do ano passado. O ato contou com a presença das ministras Márcia Lopes, Marina Silva , Sônia Guajajara e do Ministro Paulo Teixeira e a mãe Luciane ( mãe da vítima Taynara). Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Senado aprova criação de cadastro nacional para condenados por violência contra a mulher

Ato em memória de Tainara Souza Santos em São Paulo, 2026. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira o projeto de lei que institui o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM). A proposta, que visa reunir dados de agressores condenados por crimes relacionados à violência contra a mulher, agora aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor.

O cadastro incluirá informações detalhadas sobre pessoas que tiverem condenação definitiva por delitos como feminicídio, estupro, assédio, lesão corporal, perseguição e violência psicológica. Esse banco de dados será gerenciado pela União e as informações serão compartilhadas entre órgãos de segurança pública em todo o país, abrangendo as esferas federal, estadual e do Distrito Federal.

Entre os dados que integrarão o CNVM, estão o nome completo, documentos pessoais, filiação, fotografia, impressões digitais, endereço e descrição do crime cometido. O projeto assegura o sigilo da identidade das vítimas, preservando sua privacidade.

A iniciativa é autoria da deputada Silvye Alves (União-GO) e passou pelas comissões de Direitos Humanos e de Constituição e Justiça do Senado. A relatora do texto na Comissão de Direitos Humanos, senadora Augusta Brito (PT-CE), ressaltou a necessidade de medidas mais efetivas, uma vez que, apesar das políticas existentes, os casos de violência contra mulheres continuam crescendo no país.

Segundo a senadora Brito, a criação do cadastro tem caráter preventivo e sancionador, podendo aumentar a vigilância sobre os agressores e, assim, proporcionar mais segurança às vítimas. A possibilidade de ter o nome incluído no CNVM pode funcionar como um fator dissuasório para possíveis ofensores.

Com a aprovação no Senado, o próximo passo é a análise e sanção presidencial para que o CNVM seja implementado e comece a funcionar como ferramenta de combate à violência contra a mulher no Brasil.

Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Paulo Pinto/Agência Brasil.

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