A vereadora Luciana Novaes, conhecida por sua trajetória de superação após ser atingida por uma bala perdida em 2003, morreu no Rio de Janeiro aos 42 anos. Ela ficou tetraplégica aos 19 anos durante seu curso de enfermagem na Universidade Estácio de Sá, no campus Rio Comprido, zona norte da cidade. A causa da morte não foi divulgada.
Após sobreviver a um diagnóstico com apenas 1% de chance de vida, Luciana não deixou que as dificuldades a impedissem. Adaptou-se à nova realidade, concluiu o curso de serviço social e uma pós-graduação em gestão governamental, mostrando força e determinação ao longo de sua vida.
Em 2016, elegeu-se vereadora na Câmara Municipal do Rio de Janeiro pelo PT, destacando-se como a parlamentar que mais teve leis aprovadas em seu primeiro mandato. Durante a pandemia de Covid-19, mesmo pertencendo ao grupo de risco e sem poder fazer campanha nas ruas, ela obteve cerca de 16 mil votos em 2020, garantindo a primeira suplência.
Em 2022, concorreu ao cargo de deputada federal e recebeu mais de 31 mil votos, ficando como segunda suplente do PT pelo Rio de Janeiro. No ano seguinte, retornou à Câmara Municipal, onde continuou seu trabalho focado em políticas públicas inclusivas.
O presidente da Câmara Municipal do Rio, Carlo Caiado (PSD), expressou profundo pesar pela morte da vereadora, destacando sua capacidade de transformar a dor em propósito. Luciana Novaes deixou o legado de quase 200 leis aprovadas, todas voltadas para a inclusão social e a defesa dos direitos das pessoas com deficiência, idosos e daqueles em situação vulnerável.
A parlamentar enfrentava problemas de saúde graves desde o final do ano passado, o que culminou em sua internação. Sua vida e carreira permanecem como inspiração na luta por igualdade e inclusão na política carioca.
Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Cristina Índio do Brasil/ Agência Brasil.