Durante viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre a recente tensão diplomática envolvendo Brasil e Estados Unidos referente à expulsão de um delegado da Polícia Federal brasileira.
O pedido de saída do delegado foi feito pelo governo norte-americano e divulgado pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA. O servidor público brasileiro estaria ligado à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem em território americano.
Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi condenado no ano anterior a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal em ação relativa a uma tentativa de golpe. Após a condenação, ele fugiu para os Estados Unidos e passou a residir lá.
Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes autorizou pedido formal de extradição do ex-deputado junto ao governo dos Estados Unidos, mediado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil.
Segundo a Polícia Federal brasileira, a prisão de Ramagem na cidade de Orlando ocorreu com base em cooperação policial internacional entre Brasil e Estados Unidos. O ex-parlamentar foi detido por estar foragido após crimes como tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada.
Ao se pronunciar, Lula afirmou que o Brasil busca relações pautadas pelo respeito e pelas regras corretas, mas enfatizou que não aceitará abusos de autoridade ou ingerência indevida por parte de agentes estrangeiros.
O presidente ressaltou que o princípio da reciprocidade deve nortear as ações entre os países para evitar conflitos diplomáticos que prejudiquem a soberania nacional.
Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Ricardo Stuckert / PR.